Um Projeto de Nação para Transformar o Brasil

Um Projeto de Nação para Transformar o Brasil

Há muitos anos uma pergunta me acompanha: por que algumas nações conseguem transformar completamente sua realidade em poucas décadas, enquanto outras, mesmo dotadas de imensas riquezas naturais, permanecem estagnadas?

Quando observo a trajetória de países como China, Coreia do Sul e Singapura, percebo que ali houve algo mais do que crescimento econômico. Houve um projeto nacional, uma visão estratégica que ultrapassou governos e atravessou gerações. Esses países planejaram seu futuro com horizontes de 20, 30 ou até 50 anos.

No Brasil, contudo, nossa capacidade de planejamento termina no próximo ciclo eleitoral. Desde a Constituição de 1988, o principal instrumento de planejamento governamental é o Plano Plurianual (PPA), com duração de apenas quatro anos. Um país continental passou a planejar seu futuro como se fosse um governo de curto prazo.

Os números são implacáveis. Enquanto o PIB per capita coreano ultrapassa US$ 35 mil e o de Singapura alcança US$ 84 mil, o brasileiro patina na casa dos US$ 10 mil. No PISA 2022, o Brasil marcou 379 pontos em matemática — muito aquém dos 575 de Singapura, dos 531 da China e dos 527 da Coreia do Sul. Nossa produtividade por hora trabalhada é de apenas US$ 18,5, contra US$ 72 de Singapura e US$ 44 da Coreia.

Este artigo nasce dessa inquietação. Como o Brasil poderá alcançar o desenvolvimento se continuarmos planejando apenas o próximo mandato?


A DIFÍCIL ARTE DE PLANEJAR: O QUE A ÁSIA NOS ENSINA

“O melhor modo de prever o futuro é criá-lo.” — Peter Drucker

Nenhuma nação se desenvolveu de forma consistente sem planejamento estratégico. Países asiáticos trabalham com planos de 20 a 30 anos. A China organiza sua economia por meio de planos quinquenais integrados a estratégias nacionais de longo prazo, orientando consistentemente investimentos em infraestrutura, indústria e inovação tecnológica. A Coreia do Sul estruturou sua industrialização com sucessivos planos estratégicos desde os anos 1960. Singapura construiu sua prosperidade com planejamento estatal rigoroso e metas educacionais e tecnológicas claras.

O contraste com o Brasil é doloroso. Após a Constituição de 1988, nosso principal instrumento de planejamento tornou-se o Plano Plurianual (PPA), com horizonte limitado a apenas quatro anos. É como tentar construir um arranha-céu olhando somente para o próximo tijolo.

Ozires Silva, fundador da Embraer, sempre destacou que o desenvolvimento resulta da combinação entre visão estratégica e execução consistente. A experiência chinesa de modernização, que na década de 1980 era um país essencialmente agrícola e extremamente pobre, demonstra que o desenvolvimento bem-sucedido combina conhecimento técnico com capacidade de execução ao longo de décadas.

Os números revelam algo perturbador: enquanto a China multiplicou sua renda per capita por mais de 80 vezes em cinco décadas, o Brasil mal conseguiu multiplicar por seis. Em 1972, o brasileiro era dez vezes mais rico que o chinês. Hoje, a relação se inverteu.


O LIMITE ESTRUTURAL DO PLANEJAMENTO BRASILEIRO

“Instituições moldam o destino das nações.” — Daron Acemoglu

A Constituição de 1988 instituiu o Plano Plurianual (PPA) como principal instrumento de planejamento governamental. O problema não está em sua existência, mas no horizonte extremamente curto de apenas quatro anos, que coincide praticamente com o mandato presidencial.

Isso gera três problemas estruturais:

  1. Descontinuidade administrativa: cada novo governo frequentemente descontinua o que vinha sendo feito, numa dança eterna de recomeços.
  2. Prioridade a políticas de curto prazo: decisões são tomadas pensando no próximo pleito, não nas próximas décadas.
  3. Ausência de estratégia nacional duradoura: grandes projetos de infraestrutura, ciência e educação exigem décadas de continuidade.

Nas últimas décadas, o Brasil tentou recuperar parte dessa capacidade com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Embora tenha representado um esforço relevante, os PACs enfrentaram obras inacabadas, custos superiores aos previstos e baixa continuidade administrativa. Sem uma estratégia nacional mais ampla, funcionaram mais como programas de governo do que como políticas de Estado.


O QUE A COREIA DO SUL FEZ EM 40 ANOS QUE O BRASIL NÃO FEZ EM 100

“A educação é a herança que ninguém pode tirar de você.” — Park Geun-hye

Ao final da Guerra da Coreia (1953), o país estava completamente devastado, com renda per capita inferior à de nações africanas pobres. Setenta anos depois, é uma potência tecnológica que abriga gigantes como Samsung, Hyundai e LG.

O segredo coreano pode ser resumido em três pilares:

Primeiro: educação como prioridade absoluta. A Coreia investiu pesadamente na formação de seus cidadãos, com ênfase em matemática, ciências e engenharia. O resultado aparece no PISA: 527 pontos, contra nossos 379.

Segundo: planejamento estratégico consistente. O governo coreano implementou sucessivos planos quinquenais que orientaram a industrialização com prioridades claras: primeiro indústrias leves, depois pesadas, posteriormente tecnologia de ponta.

Terceiro: política industrial ativa. O Estado coreano subsidiou, protegeu e exigiu desempenho das empresas, condicionando incentivos ao cumprimento de metas de exportação e produtividade.


COMO TRÊS PAÍSES ULTRAPASSARAM O BRASIL EM 60 ANOS

A tabela abaixo ilustra a impressionante trajetória de China, Coreia do Sul e Singapura em comparação com o Brasil entre 1960 e 2023:

EVOLUÇÃO DO PIB PER CAPITA (1960 – 2023)
Brasil, China, Coreia do Sul e Singapura
Valores em Dólares americanos (US$)

Ano Brasil Coreia do Sul China Singapura
1960 210 160 90 430
1970 450 280 110 930
1972 1.200 — 120 —
1980 1.940 1.780 310 5.000
1990 3.090 6.600 350 12.800
2000 3.700 12.200 960 23.800
2010 11.290 23.100 4.550 47.200
2020 6.800 31.500 10.500 00
2023 10.410 35.563 12.614 84.734

*Fontes: Banco Mundial – World Development Indicators (2024) e dados consolidados do texto*

VARIAÇÃO ENTRE 1960 E 2023

País PIB per capita 1960 PIB per capita 2023 Crescimento (x vezes)
Singapura US$ 430 US$ 84.734 197x
Coreia do Sul US$ 160 US$ 35.563 222x
China US$ 90 US$ 12.614 140x
Brasil US$ 210 US$ 10.410 49x

 

PRINCIPAIS OBSERVAÇÕES

Período Comparação Destaque
1960 Brasil × Coreia Países em patamares semelhantes (Brasil ligeiramente à frente)
1970 Brasil × China Brasil era quase 4 vezes mais rico que a China
1972 Ponto de referência Ano destacado no texto para comparação específica Brasil-China
1980 Singapura dispara Singapura atinge US$ 5.000, mais que o dobro do Brasil
1990 Coreia ultrapassa Brasil Coreia atinge US$ 6.600 vs. Brasil US$ 3.090
2000 China acelera China multiplica renda por 2,7 vezes em uma década
2010 Brasil atinge pico Melhor momento relativo antes da crise
2020 China ultrapassa Brasil China: US$ 10.500 / Brasil: US$ 6.800
2023 Diferença consolidada Coreia é 3,4x maior; Singapura é 8x maior

MOMENTO DAS ULTRAPASSAGENS

  • Coreia do Sul: ultrapassou o Brasil definitivamente na década de 1990
  • China: ultrapassou o Brasil recentemente (entre 2020 e 2023)
  • Singapura: já estava à frente em 1960 e ampliou exponencialmente a diferença

O QUE OS NÚMEROS REVELAM

Em 1960, todos partiam de patamares relativamente próximos. Hoje, a diferença é abissal:

  • Singapura deu um dos maiores saltos econômicos da história moderna, crescendo 197 vezes
  • A Coreia do Sul multiplicou por 222 vezes sua renda per capita
  • A China, que em 1970 era muito mais pobre que o Brasil, nos ultrapassou na última década
  • O Brasil patina com um dos menores crescimentos entre as economias emergentes: apenas 49 vezes

Esta tabela única permite visualizar claramente a trajetória divergente entre o Brasil e os três países asiáticos ao longo de mais de seis décadas, ilustrando o argumento central do texto sobre a importância do planejamento de longo prazo. Enquanto os asiáticos construíram projetos nacionais consistentes, o Brasil permaneceu estagnado, colhendo os frutos de décadas de descontinuidade administrativa e ausência de visão estratégica.


POR QUE PAÍSES POBRES DA ÁSIA FICARAM RICOS E A AMÉRICA LATINA PAROU

“O crescimento econômico sem investimento em capital humano é insustentável.” — Park Chung-hee

QUADRO COMPARATIVO INTERNACIONAL (2023)

País PIB per capita (US$) PISA Matemática (2022) Produtividade por hora (US$)
Brasil 10.410 379 18,5
China 12.614 531 25,1
Coreia 35.563 527 44,2
Singapura 84.734 575 72,3
Chile 17.253 412 28,7
México 11.275 395 20,1

Fontes: Banco Mundial (2024), OCDE (PISA 2022), Conference Board (2023)

O que explica essa inversão de fortunas? Três dimensões cruciais:

Educação com qualidade e disciplina. Os sistemas educacionais asiáticos são rigorosos, exigentes e focados em competências fundamentais. Não se contentam com acesso; buscam excelência. Aqui, confundimos matrícula com aprendizado.

Instituições que funcionam. Como ensinam Acemoglu e Robinson em “Por que as Nações Fracassam”, o desenvolvimento floresce onde existem instituições inclusivas — que protegem direitos de propriedade, garantem contratos e permitem que qualquer cidadão possa empreender.

Estratégia nacional, não apenas política de governo. Os países asiáticos bem-sucedidos construíram verdadeiros projetos de nação, com continuidade administrativa que atravessou governos e partidos.


O PROBLEMA ESTRUTURAL DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

“Invista em educação e terá o país mais rico do mundo em uma geração.” — Lee Kuan Yew

Talvez nenhum outro desafio seja tão central para o desenvolvimento brasileiro quanto a qualidade de nossa educação básica. Lee Kuan Yew, o estadista que transformou Singapura, costumava dizer que tudo começava na sala de aula.

O Brasil investe proporcionalmente tanto quanto países desenvolvidos em educação — cerca de 5,8% do PIB. O problema não é quanto gastamos, mas como gastamos e quais resultados obtemos.


INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO (% PIB) × DESEMPENHO PISA (2022)

País Investimento (% do PIB) PISA Matemática PISA Leitura
Brasil 5,8% 379 410
Coreia Sul 5,1% 527 515
Singapura 4,5% 575 543
Chile 5,6% 412 448
OCDE 5,3% 472 476

Fonte: OCDE (PISA 2022), UNESCO (2023)

Nossas deficiências são múltiplas: o ensino fundamental apresenta graves problemas de qualidade. Nossas crianças não aprendem matemática no nível adequado, têm dificuldades em língua portuguesa e praticamente não têm contato consistente com idiomas estrangeiros essenciais como o inglês. A formação em informática é precária, e noções básicas de empreendedorismo são completamente ausentes.

O resultado é uma força de trabalho pouco produtiva, incapaz de competir globalmente em setores de alto valor agregado. Não por acaso, nossa pauta exportadora é dominada por commodities.


EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA (2023)

Categoria Participação Exemplos
Produtos primários 48% Soja, minério
Manufaturas baixa tecnologia 14% Aço, papel
Manufaturas média tecnologia 22% Automóveis
Manufaturas alta tecnologia 6% Aviões, medicamentos
Outros 10%

Fonte: MDIC (2024)


QUANDO O BRASIL PLANEJOU: LIÇÕES DO PASSADO

“Governar é abrir estradas.” — Juscelino Kubitschek

Seria injusto afirmar que o Brasil nunca soube planejar. Tivemos momentos importantes de visão estratégica:

O período Vargas (1930-1945, 1951-1954) marcou a criação das bases da indústria nacional com empresas estatais estratégicas como a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce.

Juscelino Kubitschek (1956-1961) levou o planejamento a outro patamar com seu Plano de Metas — “cinquenta anos em cinco”. Foi nesse período que a indústria automobilística se instalou no país e Brasília foi construída.

Os governos militares (1964-1985) deram continuidade com o I e II Planos Nacionais de Desenvolvimento, realizando investimentos vultosos em infraestrutura.


 

LINHA DO TEMPO DOS PLANOS ECONÔMICOS BRASILEIROS

Período Governo/Plano Destaque
1930-1945 Vargas Industrialização básica (CSN, Vale)
1956-1961 JK: Plano de Metas “50 anos em 5”
1968-1974 Médici: Milagre Econômico Crescimento de 10% ao ano
1975-1979 Geisel: II PND Substituição de importações
1986 Plano Cruzado Combate à inflação
1990 Plano Collor
1994 Plano Real Estabilização econômica
2007-2010 PAC 1 R$ 503 bilhões
2011-2014 PAC 2 R$ 955 bilhões previstos
2020-2023 PPA 2020-2023 R$ 6,8 trilhões

Fontes: IPEA (2020), Ministério do Planejamento (2023)


OUTRAS BARREIRAS AO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO

“A prosperidade não se concede, conquista-se.” — Lee Kuan Yew

Além dos desafios educacionais e de planejamento, o Brasil enfrenta obstáculos adicionais:

Carga tributária elevada e complexa. Pagamos cerca de 33% do PIB em impostos — padrão de país desenvolvido — sem receber serviços de qualidade equivalente.

País Carga tributária (% do PIB) Tamanho do Estado
Brasil 33% Alto
Estados Unidos 27% Médio
Coreia do Sul 27% Médio
Singapura 14% Baixo
Chile 22% Médio

Fonte: OCDE, FMI

Insegurança jurídica. No Brasil, as regras mudam com frequência, contratos são relativizados e decisões judiciais contraditórias criam um ambiente de imprevisibilidade que afugenta investimentos de longo prazo.

Burocracia excessiva. Abrir uma empresa, obter licenças, pagar impostos, exportar — todas essas atividades exigem enfrentar uma burocracia asfixiante que desestimula o empreendedorismo.


AS 15 REFORMAS ESTRUTURAIS NECESSÁRIAS

Para superar nossos gargalos, um conjunto de reformas institucionais se faz necessário:

Nº Reforma
1 Reforma administrativa do Estado
2 Novo pacto federativo
3 Meritocracia no serviço público
4 Redução do tamanho do Estado
5 Menor interferência governamental na economia
6 Redução da carga tributária
7 Planejamento nacional de longo prazo
8 Planos regionais de desenvolvimento
9 Educação fundamental de alta qualidade
10 Investimento em ciência e tecnologia
11 Limite remuneratório efetivo nos três poderes
12 Combate a privilégios corporativos
13 Responsabilização efetiva de infratores da lei
14 Reforma do sistema eleitoral (voto distrital)
15 Nova e ampla reforma da previdência

Essas reformas representam os pilares institucionais de um novo projeto nacional de desenvolvimento.


O BRASIL QUE PODERÍAMOS SER

“O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos construindo.” — Lee Kuan Yew

Ao contemplar o futuro, não consigo deixar de imaginar o Brasil que poderíamos construir se enfrentássemos esses desafios com seriedade e visão estratégica.

Temos tudo para dar certo: território continental, recursos naturais abundantes, população numerosa, diversidade econômica, mercado interno expressivo. Somos uma das poucas nações do mundo que podem ser autossuficientes em alimentos, energia e muitos recursos minerais.

POTENCIAL BRASILEIRO × REALIDADE ATUAL (2023)

Indicador Potencial Realidade Gap (%)
PIB per capita (US$) 35.000 10.410 -70%
Produtividade (US$/h) 50 18,5 -63%
PISA Matemática 500 379 -24%
Investimento (% PIB) 25% 18% -28%

Fontes: Banco Mundial, FMI, OCDE. Potencial estimado com base em países de renda alta.


Se conseguirmos melhorar substancialmente a qualidade da educação básica — ensinando nossas crianças a pensar, calcular, ler criticamente e se comunicar em outros idiomas —, se construirmos instituições mais sólidas e previsíveis, se reduzirmos a burocracia e a carga tributária sobre quem produz, se planejarmos com horizontes de décadas e não apenas de mandatos… então poderemos, finalmente, transformar potencial em realidade.

Poderemos ser não apenas o “país do futuro”, mas um país que construiu ativamente seu futuro.


CONCLUSÃO

Ao terminar estas reflexões, volto à pergunta que me motivou a escrever este texto: por que algumas nações conseguem mudar radicalmente seu destino em poucas décadas enquanto outras permanecem presas ao mesmo lugar?

Quanto mais estudo a experiência internacional, mais percebo que o desenvolvimento não é fruto do acaso ou dádiva da natureza. Ele nasce de três decisões fundamentais:

  • Investir seriamente em educação de qualidade, não apenas em matrículas
  • Construir instituições eficientes que protejam direitos e garantam previsibilidade
  • Planejar o futuro com visão de longo prazo, com horizontes de décadas, não de mandatos

Países que eram mais pobres que o Brasil há poucas décadas nos ultrapassaram porque fizeram essas escolhas. Nós, brasileiros, temos todos os ingredientes para o sucesso. Falta-nos, talvez, a coragem de enfrentar interesses estabelecidos, a visão para enxergar além do próximo pleito eleitoral e a determinação para construir um verdadeiro projeto nacional de longo prazo.

Um projeto que ultrapasse governos, ideologias e disputas eleitorais. Um projeto que pense o país para os próximos 30 anos, e não apenas para o próximo mandato.

A pergunta que permanece — e que cada um de nós deve responder com seu voto, seu trabalho e seu engajamento cívico — é simples e profunda ao mesmo tempo: estamos dispostos a construir o Brasil que poderíamos ser?


FONTES

ACEMOGLU, Daron; ROBINSON, James. Por que as Nações Fracassam.

DRUCKER, Peter. Management: Tasks, Responsibilities, Practices.

LEE KUAN YEW. Do Terceiro Mundo ao Primeiro.

FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil.

KUBITSCHEK, Juscelino. Por que Construí Brasília.

Banco Mundial – World Development Indicators (2024).

OCDE – PISA 2022 Results.

IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (2020).

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – MDIC (2024).

 

 

4 Comentários
  • Munir Saleh
    Postado em 11:21h, 18 março Responder

    Meus parabéns professor Walmor, fez uma pesquisa primorosa que aponta quem somos, onde estamos e para onde podemos ir, desde que nossos governantes façam o dever de casa.

    • Pio - Walmor
      Postado em 09:43h, 19 março Responder

      Agradeço ao professor Munir pelas considerações.
      A elaboração dos Planos Nacionais de Desenvolvimento, historicamente concebidos com horizonte de longo prazo, caracterizava-se pela integração entre os diversos entes da federação, permitindo uma visão estratégica e articulada do futuro do país.
      Entretanto, com a instituição do Plano Plurianual (PPA) pela Constituição Federal de 1988, houve, na prática, uma limitação do planejamento de longo prazo — especialmente aquele projetado para 20 ou 30 anos. O modelo passou a concentrar-se em ciclos de apenas quatro anos, o que, por sua natureza, tende a alinhar o planejamento às dinâmicas político-eleitorais.
      Além disso, o PPA contribuiu para que União, Estados e Municípios passassem a elaborar seus planos de desenvolvimento de forma mais fragmentada, muitas vezes sem a devida articulação entre si. Essa desconexão se mostra particularmente problemática quando se considera que diversas políticas públicas — como infraestrutura, logística, meio ambiente e desenvolvimento regional — ultrapassam fronteiras territoriais e exigem coordenação intergovernamental.
      O Plano Plurianual (PPA), portanto, é um instrumento de planejamento de médio prazo, com duração de quatro anos, que estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública, definindo prioridades de gastos e ações governamentais.
      De acordo com a Constituição, são obrigados a elaborar o PPA:
      • o Presidente da República, no âmbito federal;
      • os Governadores, no âmbito dos Estados;
      • e os Prefeitos, no âmbito municipal;
      Desse modo, todos devem encaminhar seus respectivos planos às casas legislativas competentes a cada quatro anos.

  • Pablo Arruda Araldi
    Postado em 16:17h, 12 abril Responder

    Ótimo texto Seu Walmor

    • Pio - Walmor
      Postado em 00:00h, 29 abril Responder

      Obrigado Pablo pelo Feedback

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