Tio Vida: Memória e Identidade Lageana – Parte 1

Tio Vida: Memória e Identidade Lageana – Parte 1

“A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos.” Marcel Proust

 

Sabe-se que algumas construções ultrapassam sua função original. Elas deixam de ser apenas concreto e arquibancadas para se tornarem parte da identidade de um povo. Para mim, o Estádio Vidal Ramos Júnior, o nosso eterno Tio Vida, é exatamente isso.

Ele não foi erguido somente para receber jogos, mas para acolher sonhos, emoções, encontros e histórias que atravessam gerações. Quando penso no Tio Vida, eu vejo um lugar onde Lages se reconhece — e onde eu também me reconheço.

Falar do Tio Vida, para mim, é falar da nossa própria história. É lembrar de quem fomos, compreender quem somos e refletir sobre quem ainda queremos ser enquanto cidade. Cada arquibancada guarda memórias que não estão nos livros, mas vivem no coração de quem esteve ali.

Ali, o futebol nunca foi só esporte. Para mim, ele sempre foi linguagem popular, expressão cultural e laço social.

Como escreveu o poeta lageano Zeca Soares:

“Uma cidade também se constrói com lembranças,
e são elas que nos dizem quem somos.”

Por isso, o Tio Vida é um símbolo afetivo de Lages, que merece ser preservado como parte da nossa própria história.


Linha do Tempo

 

🕰️ Anos 1940 – Da Visão à Realidade: A Construção do Sonho

 

O então prefeito Vidal Ramos Júnior teve uma visão rara para a época: criar um espaço público que unisse a cidade por meio do esporte. Era  uma obra física, um projeto social. Naquele tempo, planejar um estádio era acreditar que o lazer, o convívio e o futebol também eram instrumentos de cidadania.

Hoje, quando tanto se discute a função social dos espaços públicos, é impossível não reconhecer o caráter moderno e humano dessa iniciativa.


🕰️ 7 de setembro de 1954 – O Nascimento do Estádio

O sonho ganhou forma com a inauguração do Estádio Municipal do Bairro Coral, conhecido como Estádio da Ponte Grande. A estreia não poderia ser mais simbólica: Lages FC 2 x 1 Internacional de Lages. O primeiro gol, marcado por Alemão, entrou para a história como o pontapé inicial de uma relação afetiva entre cidade e estádio.O

Poucos lugares conseguem dizer exatamente o dia em que começaram a fazer parte da memória coletiva. O Tio Vida pode.


🕰️ 1961 – O Nome que Vira Afeto

Durante a gestão do prefeito Wolny Della Rocca, o estádio recebe oficialmente o nome de Vidal Ramos Júnior, homenageando seu idealizador. Mais tarde, o locutor esportivo Souza Filho o batiza carinhosamente de “Tio Vida”.

Esse apelido não foi apenas um detalhe folclórico. Foi o momento em que o estádio deixou de ser apenas um equipamento urbano e passou a ser tratado como alguém da família.

Cidades fortes são aquelas que criam vínculos afetivos com seus espaços. O apelido “Tio Vida” prova isso.


🕰️ 1965–1966 – O Apogeu do Futebol Lageano

O ponto mais alto da história esportiva do estádio acontece com a conquista do Campeonato Catarinense de 1965, confirmada em março de 1966. A vitória por 2 a 1 sobre o Metropól, com dois gols de Anacleto, selou o momento mais glorioso do futebol lageano.

Aquele gol de cabeça, o segundo da final, não foi apenas um lance. Foi um grito de afirmação de uma cidade do interior diante do cenário estadual.

Vitórias assim constroem autoestima coletiva. Elas dizem: “nós podemos”.


🕰️ 1969 – A Primeira Grande Transformação

Foto de 1968 – O Estádio em Obras

Substituição do pavilhão de madeira por estrutura metálica. Construção de 7 lances de escadas para mais conforto do torcedor. Arquibancadas de alvenaria em todo o quadrilátero do estádio. Cabines para imprensa e autoridades. O estádio crescia junto com a cidade.

A reinauguração, com mais um GuaNal, simbolizou a permanência da rivalidade como motor da paixão local. Placar: Inter 4 x 2 Bugre.

 


🕰️ 1976 – A Noite que Virou Dia

A instalação dos refletores permitiu que o Tio Vida vivesse noites históricas. O amistoso entre Internacional de Lages e Vasco da Gama, cujo placar foi 2 a 1 para o time carioca. marcou uma geração. A imagem do estádio iluminado, em uma noite fria, permanece viva no imaginário coletivo.

A iluminação não mudou apenas o horário dos jogos. Mudou a forma como o estádio era vivido.


🕰️ 2004–2014 – Modernizar sem Perder a Alma

Com o novo pavilhão em 2004 e a troca do gramado em 2014, o estádio se adaptou aos padrões modernos. passando a ter as mesmas dimensões dos campos utilizados na Copa do Mundo no Brasil: 105m x 68m. Mesmo assim, manteve sua essência popular, acessível e profundamente enraizada na comunidade.


🕰️ 2024 – Revitalizar para Continuar

A revitalização de 2024 mostrou que o Tio Vida ainda importa. Arquibancadas renovadas, gramado recuperado, melhorias de acessibilidade e infraestrutura indicaram que preservar a memória também exige investimento.

O empate entre Internacional e Concórdia, na reinauguração, ocorrida em 21 de janeiro de 2024, foi quase um detalhe diante do verdadeiro resultado: o estádio vivo novamente.


🕰️ 2026 – O Futuro em Construção

O projeto de R$ 12 milhões, com recursos estaduais e emenda parlamentar, aponta para um novo ciclo. Gramado, pista atlética e arquibancadas renovadas prometem preparar o Tio Vida para as próximas gerações.

Previsão da entrega da obra:  2º semestre de 2026.. Investir no Tio Vida não é gasto. É compromisso com a memória, com o esporte e com a identidade de Lages.


 

Colorado, Bugre e CAL

A força das três camisas na história do estádio

Internacional de Lages,Grêmio Atlético Guarani e Clube Atlético Lages  são mais do que clubes. São narrativas paralelas que ajudaram a escrever a história da cidade. Ao lado deles, dezenas de clubes profissionais e amadores fizeram do Tio Vida um espaço democrático, onde o futebol sempre pertenceu a todos.

 

 


 

Esporte Clube Internacional

 


Mudança de Escudo

Em uma reunião histórica realizada no mês de maio de 1982, a diretoria do Inter de Lages, em conjunto com o Conselho Deliberativo, aprovou o novo escudo do clube, criado pelos publicitários Gil Souza e Marcos Lenzi.

A decisão marcou um momento simbólico na trajetória do colorado lageano. O escudo que acompanhava o clube desde 1949, carregado de memórias, conquistas e paixões, deu lugar a uma nova identidade visual que passaria a representar oficialmente o Inter no cenário do futebol a partir de 1983.


Títulos Catarinenses – Time Profissional 

  • Campeão do Campeonato Catarinense: 1965.
  • Campeão do Campeonato Catarinense – Taça Dite Freitas: 1985.
  • Vice-campeão do Campeonato Catarinense: 1964, 1974.
  • Vice-campeão do Campeonato Catarinense – Série B: 1989, 2023.
  • Vice-campeão da Copa Santa Catarina: 1992.

Títulos Municipais – Time Profissional

  • Campeão do Campeonato da Cidade de Lages: 1959, 1960.
  • Vice-campeão do Campeonato de Lages: 1961.

Títulos Estaduais – Categorias de Base

  • Campeão do Campeonato Catarinense de Juniores: 1983.
  • Vice-campeão do Campeonato Catarinense de Juniores: 1984.
  • Campeão do Campeonato Catarinense de Juniores – Divisão de Acesso: 2013.

Participações em competições Nacionais

Taça Brasil de 1966

A participação do Inter de Lages nessa Taça marcou sua estreia em competições nacionais. No Tio Vida, o clube empatou em 3 a 3 com o Clube Atlético Ferroviário (Curitiba-PR). No jogo de volta, em Curitiba, o Inter foi derrotado e acabou eliminado, mas o confronto entrou para a história como o primeiro duelo nacional do futebol lageano.

Série D do Brasileirão (2015 a 2018)

 O Inter voltou ao cenário nacional ao disputar a Série D do Campeonato Brasileiro por quatro temporadas seguidas. O período simbolizou a reconstrução do clube em nível nacional, levando o nome de Lages a diferentes regiões do país.

Síntese das Campanhas

  • 2015 – Estreia histórica, com campanha modesta e eliminação na fase de grupos.
  • 2016 – Melhor desempenho: avanço às fases eliminatórias e confronto com clubes tradicionais como Caxias (RS) e Ituano (SP), ficando próximo do acesso à Série C.
  • 2017 – Campanha regular, com competitividade, mas eliminação ainda na fase de grupos.
  • 2018 – Participação equilibrada, com destaque para a vitória em casa sobre o Uberlândia (MG), encerrando o ciclo nacional do clube.

As quatro participações na Série D consolidaram um dos ciclos mais importantes da história recente do Inter de Lages, reafirmando seu papel como representante do futebol serrano no cenário nacional. 


 Um jogo épico na história do Colorado Lageano

O momento mais glorioso do futebol lageano foi a conquista do Campeonato Catarinense de 1965, sacramentada em 27 de março de 1966, com a vitória por 2 a 1 sobre o Metropol.

A decisão foi inesquecível. Ambos os gols foram marcados por Anacleto, grande destaque da partida. O segundo gol, anotado de cabeça, transformou-se em imagem eterna na memória dos torcedores e símbolo máximo daquela campanha histórica.

A equipe que entrou em campo nesse jogo memorável foi formada por: João Batista; Antenor, Leoquídeo, Setembrino e Carlinhos; Djair, Almir e Zezé; Ricardo, Puskas e Anacleto. Um time que não apenas venceu um campeonato, mas consolidou um dos capítulos mais importantes da história do futebol em Lages.


 

Grêmio Atlético Guarani

 


O Bugre Lageano, como é conhecido,  construiu, em pouco menos de duas décadas, uma trajetória marcante no futebol lageano e catarinense. Ao longo de seus 18 anos de existência, o clube consolidou-se como uma das principais forças esportivas da cidade.

O Grêmio Atlético Guarani foi uma das mais marcantes agremiações esportivas da cidade de Lages (SC), deixando uma herança afetiva que atravessa gerações. Fundado em 21 de setembro de 1952, e encerrou as atividade em 1971, o clube rapidamente conquistou espaço no coração da torcida serrana.

Em 1971, o Guarani encerrou oficialmente suas atividades, deixando órfãos milhares de torcedores. Contudo, sua história não se apagou. Ainda hoje, muitos lageanos seguem se declarando bugrinos, provando que um clube pode deixar de existir nos registros, mas jamais no coração de seu povo.

Nesse período, o Guarani conquistou dois títulos citadinos e participou de oito edições do Campeonato Catarinense, enfrentando clubes tradicionais do estado. Seu melhor desempenho na competição estadual ocorreu em 1967, quando alcançou um expressivo terceiro lugar, resultado que permanece como o ponto alto de sua história no cenário catarinense.

O clube ficou eternizado também por sua rivalidade. Até hoje, o Guarani é lembrado como o maior rival do Colorado lageano, protagonizando clássicos que mobilizaram torcedores e marcaram gerações, ajudando a construir a identidade do futebol local.

Apesar da relevância esportiva e do carinho da torcida, o Grêmio Atlético Guarani encerrou suas atividades em 1970, finalizando um ciclo importante da história esportiva de Lages. Anos mais tarde, em 2001, o Guarani ensaiou uma retomada ao disputar a segunda divisão do Campeonato Catarinense. A iniciativa reacendeu a esperança dos torcedores, mas durou pouco: ainda no mesmo ano, o clube voltou a fechar as portas.

Mesmo assim, o Guarani permanece vivo na memória esportiva da cidade, como símbolo de competitividade, paixão e de um tempo em que o futebol lageano ocupava lugar de destaque no cenário estadual.


Clube Atlético Lages (CAL)

 


Ao relatar  sobre o Clube Atlético Lages, não  comento apenas  a história de um time. Descrevo  de um sentimento que nasceu no século XXI, mas que carrega séculos de identidade serrana.

Vejo no CAL o reflexo de uma cidade que nunca desiste, que transforma dificuldades em esperança e que faz do futebol um espelho da própria alma.


A fundação do Clube

De acordo com relatos de amigos e colaboradores da época, os fundadores do CAL foram os beneméritos e entusiastas do esporte Dr. Rodrigo Silva, Volnei Bandeira (in memoriam), Charles Silva e Célio Bueno.
Mesmo sem registros oficiais plenamente organizados, o clube foi erguido por mãos movidas por um mesmo ideal: devolver a Lages um lugar de destaque no futebol catarinense.

Fundado em 2002, o Clube Atlético Lages surgiu como um grito de renovação. Suas cores — amarelo e azul, as mesmas da bandeira de Lages — não foram escolhidas por acaso. Elas representam a ligação direta entre clube e cidade, entre arquibancada e povo, entre sonho e realidade.


A construção de um símbolo

Mesmo em um curto espaço de tempo, o CAL construiu uma trajetória respeitável e emocionante.
Em poucos anos, alcançou feitos que o colocaram entre os grandes momentos do futebol serrano:

Campeão da Série B do Campeonato Catarinense, Troféu Raimundo Colombo, Troféu Antônio Ceron, Acesso à elite do futebol estadual e vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.

O CAL ofereceu à cidade algo raro: orgulho renovado.


Ao olhar para a história do Clube Atlético Lages, percebo que ele  foi símbolo de resistência, um lembrete de que sempre é possível recomeçar, mesmo quando tudo parece perdido.

O CAL provou que a força de um time não está apenas nos títulos, mas no sentimento que ele desperta. Enquanto houver memória e amor pelo futebol, o Clube Atlético Lages continuará vivo no coração da Serra.

E o CAL jogou — e ainda joga — com a alma de Lages

Como dizia João Saldanha: “O futebol não se joga com os pés, mas com a alma.”

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 Clássicos do Tio Vida

 Internacional x Guarani – Guanal

Um clássico que não pertence só às estatísticas, mas às ruas, às conversas de bar, às bandeiras nas janelas e aos corações que aprendem desde cedo a escolher um lado.

Guarani e Internacional  tornaram-se rivais históricos, protagonizaram  inesquecíveis embates, um dos mais apaixonados clássicos do futebol catarinense do interior.

Cada duelo era mais que noventa minutos:
era identidade, orgulho, pertencimento.
Era a cidade se olhando no espelho do seu próprio passado.

O Guanal não separava Lages.
Ele a revelava.

Porque, quando a bola rolava, não era apenas futebol.
Era a história pulsando outra vez.


 Internacional x Clube Atlético Lages – CAL  

Esse clássico reacendeu a rivalidade do futebol em Lages. Era o reencontro  de duas gerações, duas histórias, dois tempos do futebol serrano.

De um lado, a tradição.
Do outro, a esperança.
No meio, uma cidade dividida, vibrando, vivendo.

Era também o resgate da antiga rivalidade que marcou a Serra: Guarani x Internacional, agora renovada com a presença do CAL.

Mais do que partidas, o Gua-Nal representava identidade, pertencimento e emoção. A cada confronto, a cidade se dividia entre cores, gritos e sonhos, transformando o estádio em palco de rivalidade, festa e memória.

Hoje, quando o vento passa pelas arquibancadas vazias, eu ainda ouço. Ouço o grito que não se cala. Ouço a bola quicando na memória.

Guarani – Inter – CAL
Três nomes.
Uma cidade.
Um coração que nunca parou de bater.

O futebol não termina quando o juiz apita. Ele continua onde mora a saudade. E enquanto houver alguém que feche os olhos ao ouvir um velho gol,
Lages continuará sonhando.


Conclusão – Um Patrimônio que Ainda nos Ensina

Sustento, com convicção, que o Estádio Vidal Ramos Júnior é um patrimônio emocional de Lages. Ele ensina que cidades também se constroem com memória, afeto e encontros coletivos. O Tio Vida não é apenas passado. Ele é presente pulsante e futuro possível.

Enquanto houver uma bola rolando em seu gramado e alguém disposto a contar suas histórias, o Tio Vida continuará cumprindo sua maior função: unir Lages em torno daquilo que nos faz sentir parte de algo maior.


 

Autor: Walmor Tadeu Schweitzer
Contato: walmor1953@gmail.com


Fontes 

Arquivo Público do Estado de Santa Catarina | Biblioteca Pública Municipal de Lages | Federação Catarinense de Futebol | Jornais: Correio Lageano, O Serrano, Diário Catarinense | Acervos particulares de ex-dirigentes, radialistas e torcedores | Relatos orais de atletas, cronistas e pesquisadores locais.

Nota final

Este registro histórico foi construído a partir de consultas a jornais, acervos públicos, registros esportivos e depoimentos, cobrindo o período de 1954 a 2026.
Considerando a amplitude do recorte e as falhas naturais das fontes históricas, é possível que haja lacunas ou divergências nas informações.
A proposta é valorizar a memória do futebol e estimular o compartilhamento de novos dados e lembranças.

 

 

 

 

 

7 Comentários
  • David.
    Postado em 18:12h, 18 maio Responder

    Excelente! Muito obrigado por compartilhar seu conhecimento de história de Lages.

    • Pio - Walmor
      Postado em 03:56h, 25 julho Responder

      David estive presente nos momentos históricos do futebol lageano e catarinense no “Tio Vida”. Grato pelo comentário.

    • Pio - Walmor
      Postado em 04:12h, 25 julho Responder

      Obrigado pelo comentário David.

    • Pio - Walmor
      Postado em 04:14h, 25 julho Responder

      Obrigado David pelo comentário.

  • Waldemar Madureira
    Postado em 22:37h, 19 maio Responder

    O Bugre Lageano jamais será esquecido, obrigado Walmor. Ele continuará na lembrança e ém sua incomensurável glória.

    • Pio - Walmor
      Postado em 04:10h, 25 julho Responder

      Se tivesse um grupo de torcedores dispostos a soerguer o Guarani, toparia de imediato a colaborar para tanto.Obrigado Madureira pelo comentário.

    • Pio - Walmor
      Postado em 20:37h, 05 dezembro Responder

      Recordo-me com nitidez de seu pai, Madureira, tenente do 2º Batalhão Rodoviário do Exército, nos tempos em que o nosso saudoso Bugre Lageano recebia o apoio daquele batalhão de engenharia. Sempre que encontro companheiros de arquibancada desse brioso clube lageano, a saudade aperta e retornam, vívidas, as lembranças das partidas emocionantes do Guarani no “Tio Vida” — o carinhoso apelido do Estádio Vidal Ramos Júnior. Lembro das tardes frias da Serra, das bandeiras tremulando, do coro unido da torcida e do coração acelerado a cada lance. Obrigado por compartilhar seu sentimento por esse clube tão querido.

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