16 mar Um Projeto de Nação para Transformar o Brasil
Há muitos anos uma pergunta me acompanha: por que algumas nações conseguem transformar completamente sua realidade em poucas décadas, enquanto outras, mesmo dotadas de imensas riquezas naturais, permanecem estagnadas?
Quando observo a trajetória de países como China, Coreia do Sul e Singapura, percebo que ali houve algo mais do que crescimento econômico. Houve um projeto nacional, uma visão estratégica que ultrapassou governos e atravessou gerações. Esses países planejaram seu futuro com horizontes de 20, 30 ou até 50 anos.
No Brasil, contudo, nossa capacidade de planejamento termina no próximo ciclo eleitoral. Desde a Constituição de 1988, o principal instrumento de planejamento governamental é o Plano Plurianual (PPA), com duração de apenas quatro anos. Um país continental passou a planejar seu futuro como se fosse um governo de curto prazo.
Os números são implacáveis. Enquanto o PIB per capita coreano ultrapassa US$ 35 mil e o de Singapura alcança US$ 84 mil, o brasileiro patina na casa dos US$ 10 mil. No PISA 2022, o Brasil marcou 379 pontos em matemática — muito aquém dos 575 de Singapura, dos 531 da China e dos 527 da Coreia do Sul. Nossa produtividade por hora trabalhada é de apenas US$ 18,5, contra US$ 72 de Singapura e US$ 44 da Coreia.
Este artigo nasce dessa inquietação. Como o Brasil poderá alcançar o desenvolvimento se continuarmos planejando apenas o próximo mandato?
A DIFÍCIL ARTE DE PLANEJAR: O QUE A ÁSIA NOS ENSINA
“O melhor modo de prever o futuro é criá-lo.” — Peter Drucker
Nenhuma nação se desenvolveu de forma consistente sem planejamento estratégico. Países asiáticos trabalham com planos de 20 a 30 anos. A China organiza sua economia por meio de planos quinquenais integrados a estratégias nacionais de longo prazo, orientando consistentemente investimentos em infraestrutura, indústria e inovação tecnológica. A Coreia do Sul estruturou sua industrialização com sucessivos planos estratégicos desde os anos 1960. Singapura construiu sua prosperidade com planejamento estatal rigoroso e metas educacionais e tecnológicas claras.
O contraste com o Brasil é doloroso. Após a Constituição de 1988, nosso principal instrumento de planejamento tornou-se o Plano Plurianual (PPA), com horizonte limitado a apenas quatro anos. É como tentar construir um arranha-céu olhando somente para o próximo tijolo.
Ozires Silva, fundador da Embraer, sempre destacou que o desenvolvimento resulta da combinação entre visão estratégica e execução consistente. A experiência chinesa de modernização, que na década de 1980 era um país essencialmente agrícola e extremamente pobre, demonstra que o desenvolvimento bem-sucedido combina conhecimento técnico com capacidade de execução ao longo de décadas.
Os números revelam algo perturbador: enquanto a China multiplicou sua renda per capita por mais de 80 vezes em cinco décadas, o Brasil mal conseguiu multiplicar por seis. Em 1972, o brasileiro era dez vezes mais rico que o chinês. Hoje, a relação se inverteu.
O LIMITE ESTRUTURAL DO PLANEJAMENTO BRASILEIRO
“Instituições moldam o destino das nações.” — Daron Acemoglu
A Constituição de 1988 instituiu o Plano Plurianual (PPA) como principal instrumento de planejamento governamental. O problema não está em sua existência, mas no horizonte extremamente curto de apenas quatro anos, que coincide praticamente com o mandato presidencial.
Isso gera três problemas estruturais:
- Descontinuidade administrativa: cada novo governo frequentemente descontinua o que vinha sendo feito, numa dança eterna de recomeços.
- Prioridade a políticas de curto prazo: decisões são tomadas pensando no próximo pleito, não nas próximas décadas.
- Ausência de estratégia nacional duradoura: grandes projetos de infraestrutura, ciência e educação exigem décadas de continuidade.
Nas últimas décadas, o Brasil tentou recuperar parte dessa capacidade com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Embora tenha representado um esforço relevante, os PACs enfrentaram obras inacabadas, custos superiores aos previstos e baixa continuidade administrativa. Sem uma estratégia nacional mais ampla, funcionaram mais como programas de governo do que como políticas de Estado.
O QUE A COREIA DO SUL FEZ EM 40 ANOS QUE O BRASIL NÃO FEZ EM 100
“A educação é a herança que ninguém pode tirar de você.” — Park Geun-hye
Ao final da Guerra da Coreia (1953), o país estava completamente devastado, com renda per capita inferior à de nações africanas pobres. Setenta anos depois, é uma potência tecnológica que abriga gigantes como Samsung, Hyundai e LG.
O segredo coreano pode ser resumido em três pilares:
Primeiro: educação como prioridade absoluta. A Coreia investiu pesadamente na formação de seus cidadãos, com ênfase em matemática, ciências e engenharia. O resultado aparece no PISA: 527 pontos, contra nossos 379.
Segundo: planejamento estratégico consistente. O governo coreano implementou sucessivos planos quinquenais que orientaram a industrialização com prioridades claras: primeiro indústrias leves, depois pesadas, posteriormente tecnologia de ponta.
Terceiro: política industrial ativa. O Estado coreano subsidiou, protegeu e exigiu desempenho das empresas, condicionando incentivos ao cumprimento de metas de exportação e produtividade.
COMO TRÊS PAÍSES ULTRAPASSARAM O BRASIL EM 60 ANOS
A tabela abaixo ilustra a impressionante trajetória de China, Coreia do Sul e Singapura em comparação com o Brasil entre 1960 e 2023:
EVOLUÇÃO DO PIB PER CAPITA (1960 – 2023)
Brasil, China, Coreia do Sul e Singapura
Valores em Dólares americanos (US$)
| Ano | Brasil | Coreia do Sul | China | Singapura | ||
| 1960 | 210 | 160 | 90 | 430 | ||
| 1970 | 450 | 280 | 110 | 930 | ||
| 1972 | 1.200 | — | 120 | — | ||
| 1980 | 1.940 | 1.780 | 310 | 5.000 | ||
| 1990 | 3.090 | 6.600 | 350 | 12.800 | ||
| 2000 | 3.700 | 12.200 | 960 | 23.800 | ||
| 2010 | 11.290 | 23.100 | 4.550 | 47.200 | ||
| 2020 | 6.800 | 31.500 | 10.500 | 00 | ||
| 2023 | 10.410 | 35.563 | 12.614 | 84.734 |
*Fontes: Banco Mundial – World Development Indicators (2024) e dados consolidados do texto*
VARIAÇÃO ENTRE 1960 E 2023
| País | PIB per capita 1960 | PIB per capita 2023 | Crescimento (x vezes) |
| Singapura | US$ 430 | US$ 84.734 | 197x |
| Coreia do Sul | US$ 160 | US$ 35.563 | 222x |
| China | US$ 90 | US$ 12.614 | 140x |
| Brasil | US$ 210 | US$ 10.410 | 49x |
PRINCIPAIS OBSERVAÇÕES
| Período | Comparação | Destaque |
| 1960 | Brasil × Coreia | Países em patamares semelhantes (Brasil ligeiramente à frente) |
| 1970 | Brasil × China | Brasil era quase 4 vezes mais rico que a China |
| 1972 | Ponto de referência | Ano destacado no texto para comparação específica Brasil-China |
| 1980 | Singapura dispara | Singapura atinge US$ 5.000, mais que o dobro do Brasil |
| 1990 | Coreia ultrapassa Brasil | Coreia atinge US$ 6.600 vs. Brasil US$ 3.090 |
| 2000 | China acelera | China multiplica renda por 2,7 vezes em uma década |
| 2010 | Brasil atinge pico | Melhor momento relativo antes da crise |
| 2020 | China ultrapassa Brasil | China: US$ 10.500 / Brasil: US$ 6.800 |
| 2023 | Diferença consolidada | Coreia é 3,4x maior; Singapura é 8x maior |
MOMENTO DAS ULTRAPASSAGENS
- Coreia do Sul: ultrapassou o Brasil definitivamente na década de 1990
- China: ultrapassou o Brasil recentemente (entre 2020 e 2023)
- Singapura: já estava à frente em 1960 e ampliou exponencialmente a diferença
O QUE OS NÚMEROS REVELAM
Em 1960, todos partiam de patamares relativamente próximos. Hoje, a diferença é abissal:
- Singapura deu um dos maiores saltos econômicos da história moderna, crescendo 197 vezes
- A Coreia do Sul multiplicou por 222 vezes sua renda per capita
- A China, que em 1970 era muito mais pobre que o Brasil, nos ultrapassou na última década
- O Brasil patina com um dos menores crescimentos entre as economias emergentes: apenas 49 vezes
Esta tabela única permite visualizar claramente a trajetória divergente entre o Brasil e os três países asiáticos ao longo de mais de seis décadas, ilustrando o argumento central do texto sobre a importância do planejamento de longo prazo. Enquanto os asiáticos construíram projetos nacionais consistentes, o Brasil permaneceu estagnado, colhendo os frutos de décadas de descontinuidade administrativa e ausência de visão estratégica.
POR QUE PAÍSES POBRES DA ÁSIA FICARAM RICOS E A AMÉRICA LATINA PAROU
“O crescimento econômico sem investimento em capital humano é insustentável.” — Park Chung-hee
QUADRO COMPARATIVO INTERNACIONAL (2023)
| País | PIB per capita (US$) | PISA Matemática (2022) | Produtividade por hora (US$) |
| Brasil | 10.410 | 379 | 18,5 |
| China | 12.614 | 531 | 25,1 |
| Coreia | 35.563 | 527 | 44,2 |
| Singapura | 84.734 | 575 | 72,3 |
| Chile | 17.253 | 412 | 28,7 |
| México | 11.275 | 395 | 20,1 |
Fontes: Banco Mundial (2024), OCDE (PISA 2022), Conference Board (2023)
O que explica essa inversão de fortunas? Três dimensões cruciais:
Educação com qualidade e disciplina. Os sistemas educacionais asiáticos são rigorosos, exigentes e focados em competências fundamentais. Não se contentam com acesso; buscam excelência. Aqui, confundimos matrícula com aprendizado.
Instituições que funcionam. Como ensinam Acemoglu e Robinson em “Por que as Nações Fracassam”, o desenvolvimento floresce onde existem instituições inclusivas — que protegem direitos de propriedade, garantem contratos e permitem que qualquer cidadão possa empreender.
Estratégia nacional, não apenas política de governo. Os países asiáticos bem-sucedidos construíram verdadeiros projetos de nação, com continuidade administrativa que atravessou governos e partidos.
O PROBLEMA ESTRUTURAL DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
“Invista em educação e terá o país mais rico do mundo em uma geração.” — Lee Kuan Yew
Talvez nenhum outro desafio seja tão central para o desenvolvimento brasileiro quanto a qualidade de nossa educação básica. Lee Kuan Yew, o estadista que transformou Singapura, costumava dizer que tudo começava na sala de aula.
O Brasil investe proporcionalmente tanto quanto países desenvolvidos em educação — cerca de 5,8% do PIB. O problema não é quanto gastamos, mas como gastamos e quais resultados obtemos.
INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO (% PIB) × DESEMPENHO PISA (2022)
| País | Investimento (% do PIB) | PISA Matemática | PISA Leitura |
| Brasil | 5,8% | 379 | 410 |
| Coreia Sul | 5,1% | 527 | 515 |
| Singapura | 4,5% | 575 | 543 |
| Chile | 5,6% | 412 | 448 |
| OCDE | 5,3% | 472 | 476 |
Fonte: OCDE (PISA 2022), UNESCO (2023)
Nossas deficiências são múltiplas: o ensino fundamental apresenta graves problemas de qualidade. Nossas crianças não aprendem matemática no nível adequado, têm dificuldades em língua portuguesa e praticamente não têm contato consistente com idiomas estrangeiros essenciais como o inglês. A formação em informática é precária, e noções básicas de empreendedorismo são completamente ausentes.
O resultado é uma força de trabalho pouco produtiva, incapaz de competir globalmente em setores de alto valor agregado. Não por acaso, nossa pauta exportadora é dominada por commodities.
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS POR INTENSIDADE TECNOLÓGICA (2023)
| Categoria | Participação | Exemplos |
| Produtos primários | 48% | Soja, minério |
| Manufaturas baixa tecnologia | 14% | Aço, papel |
| Manufaturas média tecnologia | 22% | Automóveis |
| Manufaturas alta tecnologia | 6% | Aviões, medicamentos |
| Outros | 10% |
Fonte: MDIC (2024)
QUANDO O BRASIL PLANEJOU: LIÇÕES DO PASSADO
“Governar é abrir estradas.” — Juscelino Kubitschek
Seria injusto afirmar que o Brasil nunca soube planejar. Tivemos momentos importantes de visão estratégica:
O período Vargas (1930-1945, 1951-1954) marcou a criação das bases da indústria nacional com empresas estatais estratégicas como a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce.
Juscelino Kubitschek (1956-1961) levou o planejamento a outro patamar com seu Plano de Metas — “cinquenta anos em cinco”. Foi nesse período que a indústria automobilística se instalou no país e Brasília foi construída.
Os governos militares (1964-1985) deram continuidade com o I e II Planos Nacionais de Desenvolvimento, realizando investimentos vultosos em infraestrutura.
LINHA DO TEMPO DOS PLANOS ECONÔMICOS BRASILEIROS
| Período | Governo/Plano | Destaque |
| 1930-1945 | Vargas | Industrialização básica (CSN, Vale) |
| 1956-1961 | JK: Plano de Metas | “50 anos em 5” |
| 1968-1974 | Médici: Milagre Econômico | Crescimento de 10% ao ano |
| 1975-1979 | Geisel: II PND | Substituição de importações |
| 1986 | Plano Cruzado | Combate à inflação |
| 1990 | Plano Collor | |
| 1994 | Plano Real | Estabilização econômica |
| 2007-2010 | PAC 1 | R$ 503 bilhões |
| 2011-2014 | PAC 2 | R$ 955 bilhões previstos |
| 2020-2023 | PPA 2020-2023 | R$ 6,8 trilhões |
Fontes: IPEA (2020), Ministério do Planejamento (2023)
OUTRAS BARREIRAS AO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO
“A prosperidade não se concede, conquista-se.” — Lee Kuan Yew
Além dos desafios educacionais e de planejamento, o Brasil enfrenta obstáculos adicionais:
Carga tributária elevada e complexa. Pagamos cerca de 33% do PIB em impostos — padrão de país desenvolvido — sem receber serviços de qualidade equivalente.
| País | Carga tributária (% do PIB) | Tamanho do Estado |
| Brasil | 33% | Alto |
| Estados Unidos | 27% | Médio |
| Coreia do Sul | 27% | Médio |
| Singapura | 14% | Baixo |
| Chile | 22% | Médio |
Fonte: OCDE, FMI
Insegurança jurídica. No Brasil, as regras mudam com frequência, contratos são relativizados e decisões judiciais contraditórias criam um ambiente de imprevisibilidade que afugenta investimentos de longo prazo.
Burocracia excessiva. Abrir uma empresa, obter licenças, pagar impostos, exportar — todas essas atividades exigem enfrentar uma burocracia asfixiante que desestimula o empreendedorismo.
AS 15 REFORMAS ESTRUTURAIS NECESSÁRIAS
Para superar nossos gargalos, um conjunto de reformas institucionais se faz necessário:
| Nº | Reforma |
| 1 | Reforma administrativa do Estado |
| 2 | Novo pacto federativo |
| 3 | Meritocracia no serviço público |
| 4 | Redução do tamanho do Estado |
| 5 | Menor interferência governamental na economia |
| 6 | Redução da carga tributária |
| 7 | Planejamento nacional de longo prazo |
| 8 | Planos regionais de desenvolvimento |
| 9 | Educação fundamental de alta qualidade |
| 10 | Investimento em ciência e tecnologia |
| 11 | Limite remuneratório efetivo nos três poderes |
| 12 | Combate a privilégios corporativos |
| 13 | Responsabilização efetiva de infratores da lei |
| 14 | Reforma do sistema eleitoral (voto distrital) |
| 15 | Nova e ampla reforma da previdência |
Essas reformas representam os pilares institucionais de um novo projeto nacional de desenvolvimento.
O BRASIL QUE PODERÍAMOS SER
“O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos construindo.” — Lee Kuan Yew
Ao contemplar o futuro, não consigo deixar de imaginar o Brasil que poderíamos construir se enfrentássemos esses desafios com seriedade e visão estratégica.
Temos tudo para dar certo: território continental, recursos naturais abundantes, população numerosa, diversidade econômica, mercado interno expressivo. Somos uma das poucas nações do mundo que podem ser autossuficientes em alimentos, energia e muitos recursos minerais.
POTENCIAL BRASILEIRO × REALIDADE ATUAL (2023)
| Indicador | Potencial | Realidade | Gap (%) |
| PIB per capita (US$) | 35.000 | 10.410 | -70% |
| Produtividade (US$/h) | 50 | 18,5 | -63% |
| PISA Matemática | 500 | 379 | -24% |
| Investimento (% PIB) | 25% | 18% | -28% |
Fontes: Banco Mundial, FMI, OCDE. Potencial estimado com base em países de renda alta.
Se conseguirmos melhorar substancialmente a qualidade da educação básica — ensinando nossas crianças a pensar, calcular, ler criticamente e se comunicar em outros idiomas —, se construirmos instituições mais sólidas e previsíveis, se reduzirmos a burocracia e a carga tributária sobre quem produz, se planejarmos com horizontes de décadas e não apenas de mandatos… então poderemos, finalmente, transformar potencial em realidade.
Poderemos ser não apenas o “país do futuro”, mas um país que construiu ativamente seu futuro.
CONCLUSÃO
Ao terminar estas reflexões, volto à pergunta que me motivou a escrever este texto: por que algumas nações conseguem mudar radicalmente seu destino em poucas décadas enquanto outras permanecem presas ao mesmo lugar?
Quanto mais estudo a experiência internacional, mais percebo que o desenvolvimento não é fruto do acaso ou dádiva da natureza. Ele nasce de três decisões fundamentais:
- Investir seriamente em educação de qualidade, não apenas em matrículas
- Construir instituições eficientes que protejam direitos e garantam previsibilidade
- Planejar o futuro com visão de longo prazo, com horizontes de décadas, não de mandatos
Países que eram mais pobres que o Brasil há poucas décadas nos ultrapassaram porque fizeram essas escolhas. Nós, brasileiros, temos todos os ingredientes para o sucesso. Falta-nos, talvez, a coragem de enfrentar interesses estabelecidos, a visão para enxergar além do próximo pleito eleitoral e a determinação para construir um verdadeiro projeto nacional de longo prazo.
Um projeto que ultrapasse governos, ideologias e disputas eleitorais. Um projeto que pense o país para os próximos 30 anos, e não apenas para o próximo mandato.
A pergunta que permanece — e que cada um de nós deve responder com seu voto, seu trabalho e seu engajamento cívico — é simples e profunda ao mesmo tempo: estamos dispostos a construir o Brasil que poderíamos ser?
FONTES
ACEMOGLU, Daron; ROBINSON, James. Por que as Nações Fracassam.
DRUCKER, Peter. Management: Tasks, Responsibilities, Practices.
LEE KUAN YEW. Do Terceiro Mundo ao Primeiro.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil.
KUBITSCHEK, Juscelino. Por que Construí Brasília.
Banco Mundial – World Development Indicators (2024).
OCDE – PISA 2022 Results.
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (2020).
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – MDIC (2024).

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