{"id":453,"date":"2025-04-22T04:55:58","date_gmt":"2025-04-22T04:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/?p=453"},"modified":"2025-05-01T05:01:58","modified_gmt":"2025-05-01T05:01:58","slug":"o-pensar-com-o-fazer-que-deu-certo-em-santa-catarina-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/o-pensar-com-o-fazer-que-deu-certo-em-santa-catarina-parte-2\/","title":{"rendered":"O pensar com o fazer que deu certo em Santa Catarina \u2013 Parte 2"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-492 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"263\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-300x300.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-1019x1024.jpeg 1019w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-150x150.jpeg 150w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-768x772.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-570x570.jpeg 570w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-500x500.jpeg 500w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-1000x1000.jpeg 1000w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA-700x703.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/CELSO-FOTO-ESTILOSA.jpeg 1072w\" sizes=\"auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #800000;\">O Governo Celso Ramos priorizou o desenvolvimento da infraestrutura, fundamentando-se na premissa de que o progresso requer bases s\u00f3lidas. A partir dos resultados do Semin\u00e1rio Socioecon\u00f4mico realizado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (FIESC), que originou o Documento B\u00e1sico, foi elaborado o Plano de Metas do Governo (PLAMEG). Este plano estruturou a\u00e7\u00f5es em \u00e1reas estrat\u00e9gicas, com investimentos direcionados a setores como energia el\u00e9trica, sa\u00fade, agropecu\u00e1ria e educa\u00e7\u00e3o, adotando um modelo de estado planejador.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Planejar para transformar<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Entendo que o planejamento \u00e9 essencial para o desenvolvimento em contextos familiares, empresariais e institucionais. Atrav\u00e9s do planejamento, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer diretrizes, definir metas e organizar a\u00e7\u00f5es que promovem a coes\u00e3o em torno de um objetivo comum.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">O planejamento p\u00fablico, em particular, constitui um processo fundamental. Neste contexto, o Estado busca organizar e coordenar suas a\u00e7\u00f5es visando atender ao interesse coletivo. Essa etapa \u00e9 crucial, pois possibilita ao poder p\u00fablico uma reflex\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 tomada de decis\u00f5es, garantindo que as escolhas realizadas sejam racionais, eficientes e democr\u00e1ticas. Assim, torna-se imprescind\u00edvel considerar as necessidades da sociedade, bem como os limites or\u00e7ament\u00e1rios e institucionais enfrentados pelo governo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Em Santa Catarina, esse processo de alinhamento come\u00e7ou a se concretizar na d\u00e9cada de 1960, iniciando um novo cap\u00edtulo em sua trajet\u00f3ria hist\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-547 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27-300x206.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27-300x206.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27-1024x704.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27-768x528.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27-700x481.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/POSSE-DE-CELSO-RAMOS.27.jpeg 1088w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">No registro do flagrante, evidencia-se o evento pol\u00edtico de maior relev\u00e2ncia no ano de 1960: a diploma\u00e7\u00e3o dos candidatos eleitos ao cargo de governador do Estado de Santa Catarina, Celso Ramos, e do vice-governador, Doutel de Andrade, ocorrida no Sal\u00e3o Nobre da Faculdade de Direito de Florian\u00f3polis em 30 de novembro.<\/span><\/p>\n<p>Fonte: Jornal o Estado de 03 de dezembro de 1960.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Estado antes do PLAMEG 1<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Na transi\u00e7\u00e3o entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1960, Santa Catarina caracterizava-se por uma economia de subsist\u00eancia, infraestrutura inadequada, industrializa\u00e7\u00e3o incipiente e acentuadas desigualdades regionais. A car\u00eancia de um modelo estruturado de desenvolvimento era evidente, com projetos ocorrendo de forma pontual e desarticulada, sem uma vis\u00e3o de longo prazo. A inexist\u00eancia de um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo planejamento e a baixa representatividade da economia catarinense no contexto nacional evidenciavam a urg\u00eancia de mudan\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Assim como em outras regi\u00f5es do Brasil, Santa Catarina enfrentava desafios energ\u00e9ticos decorrentes do crescimento industrial e populacional das \u00faltimas d\u00e9cadas. A gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia estavam fragmentadas entre diversas empresas distribu\u00eddas pelo Estado (Goularti-Filho, 2005).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Outro obst\u00e1culo \u00e0 expans\u00e3o econ\u00f4mica era o sistema de transporte rodovi\u00e1rio. Goularti-Filho (2005) ressalta que o Estado possu\u00eda estradas destinadas a cargueiros e poucas vias adequadas para tr\u00e1fego geral. Essa desintegra\u00e7\u00e3o dificultava a comunica\u00e7\u00e3o interna e as conex\u00f5es com outros estados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Algumas cidades utilizaram ferrovias temporariamente; no entanto, as pol\u00edticas nacionais que incentivavam o transporte rodovi\u00e1rio resultaram no abandono das ferrovias pelo Estado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Esse cen\u00e1rio culminou em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias para as estradas e no descaso com as ferrovias. At\u00e9 que investimentos adequados fossem retomados e os resultados alcan\u00e7ados, o Estado enfrentou um hiato nos transportes que comprometeu sua expans\u00e3o industrial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">O setor industrial apresentava\u00a0 ent\u00e3o um \u00a0lento desenvolvimento at\u00e9 a d\u00e9cada de 1950 e inicio da d\u00e9cada de 1960. Conforme Abreu (1970), entre 1949 e 1959, a economia catarinense registrou taxas m\u00e9dias anuais de crescimento de 4,8% no Setor Prim\u00e1rio; 8,9% no Setor Secund\u00e1rio; e 5,8% no Setor Terci\u00e1rio. Enquanto isso, a ind\u00fastria nacional crescia a taxas superiores; para acompanhar esse ritmo, a ind\u00fastria catarinense necessitava alcan\u00e7ar uma taxa m\u00e9dia anual de 10,4%, superando os 8,9% registrados. Ademais, cada regi\u00e3o do Estado especializou-se em segmentos produtivos distintos, resultando em uma fragmenta\u00e7\u00e3o significativa da economia catarinense at\u00e9 1962.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">O descompasso entre o crescimento nacional e estadual era evidente e demandava ajustes para beneficiar o Estado. A necessidade de amplia\u00e7\u00e3o do capital para acelerar o ritmo acumulativo aliada \u00e0 aus\u00eancia de infraestrutura adequada e \u00e0 escassez de capital financeiro explicavam o crescimento inferior ao nacional. Para viabilizar sua expans\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o, eram imprescind\u00edveis investimentos ou acesso a cr\u00e9dito a longo prazo (Goularti-Filho, 2005).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">At\u00e9 1960, o governo catarinense n\u00e3o demonstrava inten\u00e7\u00e3o clara em priorizar a integra\u00e7\u00e3o estadual. Santa Catarina possu\u00eda um parque industrial extenso que estava sendo restringido pelas pol\u00edticas independentes implementadas para cada regi\u00e3o ou munic\u00edpio (Goularti-Filho, 2007).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Portanto, tornava-se essencial uma nova organiza\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o estatal. O Estado deveria adotar pol\u00edticas eficazes que garantissem o alcance dos objetivos sem comprometer suas finan\u00e7as. A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi por meio da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de planejamento visando promover a integra\u00e7\u00e3o estadual com foco no desenvolvimento das \u00e1reas que apresentavam estrangulamentos.<\/span><\/p>\n<p><strong>A semente do PLAMEG 1: um semin\u00e1rio vision\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">A virada come\u00e7ou com um semin\u00e1rio socioecon\u00f4mico organizado pela FIESC e coordenado pelo professor Alcides Abreu. Reunindo cerca de 3 mil empres\u00e1rios e lideran\u00e7as pol\u00edticas de todo o estado, o evento foi o ponto de partida para uma constru\u00e7\u00e3o coletiva de solu\u00e7\u00f5es. Dessa mobiliza\u00e7\u00e3o emergiu o embri\u00e3o do PLAMEG 1, considerado um dos mais audaciosos planos de desenvolvimento da hist\u00f3ria catarinense.<\/span><\/p>\n<p><strong>PLAMEG 1: a implementa\u00e7\u00e3o e os avan\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-428 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-300x221.jpg\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-300x221.jpg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-1024x756.jpg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-768x567.jpg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-1536x1134.jpg 1536w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-2048x1511.jpg 2048w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/CELSO-RAMOS-COLEGIADO-700x517.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\">Celso Ramos durante reuni\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina, acompanhado por Alcides Abreu \u00e0 esquerda e C\u00e9lio Goulart \u00e0 direita<\/span>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Com a posse de Celso Ramos como governador em 1961, o PLAMEG 1 tornou-se realidade. Embasado em um diagn\u00f3stico profundo extra\u00eddo do semin\u00e1rio socioecon\u00f4mico, \u00a0das necessidades empresariais com a participa\u00e7\u00e3o das lideran\u00e7as pol\u00edticas de cada regi\u00e3o do Estado, o plano tra\u00e7ava metas claras, setoriais e priorit\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Segundo Cario e Fernandes (2010), a industrializa\u00e7\u00e3o catarinense avan\u00e7ou com especializa\u00e7\u00f5es regionais, respeitando as voca\u00e7\u00f5es locais e os recursos dispon\u00edveis. Pequenos produtores, em parceria com a ind\u00fastria, alavancaram cadeias produtivas como a suinocultura, avicultura e fumo. A heran\u00e7a europeia tamb\u00e9m foi um diferencial, com saberes t\u00e9cnicos que impulsionaram setores como o t\u00eaxtil, metalmec\u00e2nico e agroindustrial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Essa for\u00e7a de trabalho foi qualificada por institui\u00e7\u00f5es como SENAI, SESI, ACARESC e\u00a0 a Secretaria do Oeste, que ofereceram capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e suporte \u00e0s novas demandas do setor produtivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Para Cardoso (2004), o \u00eaxito do modelo catarinense se explica pela uni\u00e3o entre planejamento t\u00e9cnico, orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e atua\u00e7\u00e3o coordenada entre os poderes p\u00fablicos e a sociedade civil. Em suas palavras, &#8220;o exemplo de Santa Catarina, embora isolado, foi um modelo de planejamento como pr\u00e1tica inovadora e promotora de moderniza\u00e7\u00e3o do aparelho p\u00fablico e da economia estadual.&#8221;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados concretos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><span style=\"color: #000000;\">O impacto do PLAMEG 1 foi expressivo e duradouro. Entre os principais avan\u00e7os, destacam-se<\/span>:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Moderniza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Expans\u00e3o da infraestrutura e aumento da capacidade energ\u00e9tica;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Fortalecimento da agroind\u00fastria e das cooperativas;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Cria\u00e7\u00e3o de bancos de fomento e da Secretaria do Oeste;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Qualifica\u00e7\u00e3o profissional em larga escala;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Institucionaliza\u00e7\u00e3o do planejamento estadual.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"color: #000000;\">(Fonte: Acervo: Biblioteca P\u00fablica SC &#8211; Hemeroteca Digital Catarinense)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Distribui\u00e7\u00e3o dos investimentos por setor (% dos gastos totais)<\/span><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Rodovias: 28,3%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Energia: 26,6%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Educa\u00e7\u00e3o e cultura: 11,6%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Sa\u00fade e assist\u00eancia social: 6,6%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Cr\u00e9dito industrial: 5,7%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Justi\u00e7a e seguran\u00e7a p\u00fablica: 5,6%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Fomento agropecu\u00e1rio: 4,7%<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Outros setores: 11,5%<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">FONTE: SCHMITZ, S\u00e9rgio. Planejamento estadual: a experi\u00eancia catarinense <\/span>com o Plano de Metas do Governo \u2014 PLAMEG \u2014 1961-1965. Florian\u00f3polis: Ed. da UFSC\/FESC\/UDESC, 1985. 134p.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">A for\u00e7a da colabora\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Um dos pilares do sucesso do PLAMEG 1 foi a colabora\u00e7\u00e3o entre sociedade civil, poderes p\u00fablicos e t\u00e9cnicos especializados. <\/span><span style=\"color: #333399;\">Segundo Cardoso (2004), o corpo t\u00e9cnico era diverso e especializado, atuando em \u00e1reas como rodovias, sa\u00fade, agricultura, educa\u00e7\u00e3o, energia e seguran\u00e7a. A organiza\u00e7\u00e3o institucional foi um diferencial que garantiu a execu\u00e7\u00e3o eficaz das metas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estrutura organizacional, comissionados, cargos e fun\u00e7\u00f5es do Governo Celso Ramos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Durante a gest\u00e3o do governador Celso de Oliveira Ramos (1961\u20131966), o Gabinete de Planejamento desempenhou um papel estrat\u00e9gico na implementa\u00e7\u00e3o do PLAMEG 1 (Plano de Metas do Governo).<\/span><\/p>\n<p><strong>Gabinete de Planejamento<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Liderado pelo engenheiro\u00a0Annes Gualberto, o Gabinete reuniu profissionais experientes, respons\u00e1veis por coordenar e executar o planejamento estadual com efici\u00eancia. Sua composi\u00e7\u00e3o era a seguinte:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Secret\u00e1rio Executivo:\u00a0Eng. Annes Gualberto\u00a0\u2013 Respons\u00e1vel por garantir a implementa\u00e7\u00e3o eficaz do plano de metas.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Secret\u00e1rio de Estado Sem Pasta:\u00a0Paulo Costa Ramos\u00a0\u2013 Atuava como apoio direto ao Secret\u00e1rio Executivo no cumprimento de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Assistente de Gabinete:\u00a0Toledo de Gouveia Lins\u00a0\u2013 Respons\u00e1vel pelo suporte administrativo ao Gabinete de Planejament<\/span>o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assessores T\u00e9cnicos<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><span style=\"color: #000000;\">Especialistas de diferentes \u00e1reas assessoravam o governo na formula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas setoriais<\/span>:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Felix Schmiegelow\u00a0\u2013\u00a0Rodovias e Obras de Arte: Coordenava projetos de infraestrutura vi\u00e1ria e constru\u00e7\u00f5es especiais.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Joaquim Pinto de Arruda\u00a0\u2013\u00a0Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social: Atuava na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e bem-estar da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Glauco Olinger\u00a0\u2013\u00a0Agricultura: Desenvolvia pol\u00edticas para o setor agr\u00edcola e a pecu\u00e1ria.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">M\u00e1rio Mafra\u00a0\u2013\u00a0Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica: Respons\u00e1vel por pol\u00edticas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 justi\u00e7a cidad\u00e3.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Osvaldo Ferreira de Melo\u00a0\u2013\u00a0Educa\u00e7\u00e3o e Cultura: Promovia a\u00e7\u00f5es de fortalecimento da educa\u00e7\u00e3o e da cultura no Estado.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Paulo de Freitas Melro\u00a0\u2013\u00a0Energia: Trabalhava na amplia\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia para \u00e1reas urbanas e rurais.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diretores de Divis\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As divis\u00f5es do plano foram coordenadas por diretores encarregados da gest\u00e3o t\u00e9cnica, financeira e organizacional:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #333399;\">M\u00e1rio Marcondes de Mattos\u00a0\u2013\u00a0Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Controle: Supervisionava a correta execu\u00e7\u00e3o dos projetos e programas.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Pedro Nicol\u00e1o Prim\u00a0\u2013\u00a0Planejamento e Organiza\u00e7\u00e3o: Respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o geral e efici\u00eancia do plano.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Alberto Cesa dos Santos\u00a0\u2013\u00a0Finan\u00e7as e Or\u00e7amento: Geria os recursos financeiros destinados ao plano de metas.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #333399;\">Alberto Schmidt\u00a0\u2013\u00a0Administra\u00e7\u00e3o: Coordenava a gest\u00e3o dos recursos humanos e materiais envolvidos na execu\u00e7\u00e3o do plano.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diretores de Servi\u00e7os Especiais<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Algumas \u00e1reas espec\u00edficas contaram com diretores dedicados a fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas especializadas:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Herc\u00edlio de F\u00e1veri\u00a0\u2013\u00a0Grupo Executivo de Pr\u00e9dios Escolares: Coordenava os projetos de constru\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da rede f\u00edsica escolar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Jael Pio de Souza\u2013\u00a0Seccional da Contadoria Geral do Estado: Atuava no controle e na gest\u00e3o eficiente dos recursos financeiros estaduais<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">(Fonte: Acervo: Biblioteca P\u00fablica SC &#8211; Hemeroteca Digital Catarinense)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento ao final da gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 1966, ao concluir seu mandato, Celso Ramos fez um balan\u00e7o p\u00fablico:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">\u201cEste \u00e9 o \u00faltimo de uma s\u00e9rie de relat\u00f3rios que demonstram, inequivocamente, atrav\u00e9s de todas as formas de express\u00e3o objetiva, o que se fez em Santa Catarina\u201d (RAMOS, 1966, p. 13).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O secret\u00e1rio Annes Gualberto completou:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">\u201cO Plano de Metas teve objetivos de alta significa\u00e7\u00e3o para a s\u00f3cio-economia catarinense [&#8230;] com base na colabora\u00e7\u00e3o entre a administra\u00e7\u00e3o estadual, os munic\u00edpios, a Uni\u00e3o e a sociedade civil\u201d (GUALBERTO, 1966, p. 17).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">(Fonte: Acervo: Biblioteca P\u00fablica SC &#8211; Hemeroteca Digital Catarinense)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: um legado que ainda ensina<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Antes do PLAMEG 1, Santa Catarina era um estado \u00e0 margem. Ap\u00f3s o plano, tornou-se um modelo de desenvolvimento estrat\u00e9gico e articulado. O ciclo virtuoso iniciado ali elevou a competitividade das empresas catarinenses e melhorou significativamente a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Mais que um plano de governo, o PLAMEG consolidou uma cultura de planejamento t\u00e9cnico e colaborativo. Hoje, em tempos de decis\u00f5es p\u00fablicas imediatistas e descontinuadas, o exemplo catarinense nos ensina que progresso n\u00e3o vem da sorte nem da improvisa\u00e7\u00e3o \u2014 vem de escolhas s\u00e9rias e vis\u00e3o de futuro, bem pensadas e executadas com coragem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">Penso que, para voltarmos a trilhar o caminho de um desenvolvimento sustent\u00e1vel e inclusivo, \u00e9 fundamental relembrar os princ\u00edpios dos PLAMEGs 1 e 2, como foram aplicados pelos Governos Celso Ramos e Ivo Silveira. Isso envolve um planejamento guiado por objetivos, uma abordagem t\u00e9cnica que se baseie em uma vis\u00e3o ampla e pol\u00edticas que realmente busquem o bem de todo<\/span>s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Walmor Tadeu Schweitzer<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Professor universit\u00e1rio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias eletr\u00f4nicas:<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">FIESC.\u00a0Celso Ramos \u2013 O Presidente do Desenvolvimento (1950\u20131968).\u00a0Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/fiesc.com.pt-br. Acesso em: abr. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">GOVERNO DE SC.\u00a0Hemeroteca digital \u2013 Revista de 1965.\u00a0Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/hemeroteca.clas.sc.gov.br.revista. Acesso em: abr. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">PLANO DE METAS DO GOVERNO \u2013 PLAMEG.\u00a0Acervo digital do Arquivo P\u00fablico de SC.\u00a0Dispon\u00edvel em:\u00a0https:\/\/acervo.arquivopublico.sc.gov.br. Acesso em: abr. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">REVISTA ELETR\u00d4NICA DE ESTRAT\u00c9GIA &amp; NEG\u00d3CIOS.\u00a0Unisul, 2012. Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/portaldeperiodicos.unisul.br\/index.php\/EeN\/index. Acesso em: abr. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\">EXPRESS\u00c3O.\u00a0FIESC \u2013 65 anos (ebook).\u00a0Dispon\u00edvel em:\u00a0https:\/\/expressao.com.br\/ebooks\/FIESC_65anos\/ebook-fiesc-65-anos.pdf. Acesso em: abr. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>ABREU, Alcides<\/strong>.\u00a0O Estado e o processo de desenvolvimento.\u00a0Florian\u00f3polis: Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina, 1964.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>ABREU, Alcides<\/strong>.\u00a0Universidade e desenvolvimento.\u00a0Florian\u00f3polis, 1965.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>ABREU, Alcides<\/strong>.\u00a0Panorama da economia catarinense. In: ABREU, Alcides et al.\u00a0Ensaios sobre a economia catarinense.Florian\u00f3polis: Edeme, 1970. p. 13\u201344.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>CARDOSO, Cl\u00e1udio Celestino<\/strong>.\u00a0Planejamento e desenvolvimento regional em Santa Catarina: um estudo sobre o PLAMEG (1961\u20131965).\u00a0Florian\u00f3polis: Editora da UFSC, 2004.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>CARIO, S. A. F.; FERNANDES, R. L.<\/strong>\u00a0Ind\u00fastria em Santa Catarina: processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o relativa e perda de dinamismo setorial. In: MATTEI, L.; LINS, H. N. (org.).\u00a0A socioeconomia catarinense \u2013 cen\u00e1rios e perspectivas no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI.\u00a0Chapec\u00f3: Ed. Argos, 2010. p. 197\u2013246.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA<\/strong>.\u00a0Plano de metas do Governo Celso Ramos: 1961\u20131966.Florian\u00f3polis: Imprensa Oficial, 1965.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA.<\/strong>\u00a05\u00aa Mensagem Anual: apresentada \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado em 15 de abril de 1965 pelo Governador Celso Ramos.\u00a0Florian\u00f3polis: Imprensa Oficial, 1965.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>MATTOS, Fernando Marcondes de.\u00a0Santa Catarina<\/strong>: nova dimens\u00e3o.\u00a0Florian\u00f3polis: Lunardelli, 1973.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>SANTA CATARINA. Semin\u00e1rio Socioecon\u00f4mico<\/strong>.\u00a0Documento final.\u00a0Florian\u00f3polis, 1959.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>SCHMITZ, S\u00e9rgio<\/strong>.\u00a0Planejamento estadual: a experi\u00eancia catarinense com o Plano de Metas do Governo \u2013 PLAMEG \u2013 1961\u20131965.\u00a0Florian\u00f3polis: Ed. da UFSC\/FESC\/UDESC, 1985<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>GOULARTI-FILHO, Alcides<\/strong>. O Planejamento Estadual em Santa Catarina de 1955 a 2002. Ensaios Fee, Porto Alegre, v. 26, n. 1, p.627-660, 01 jun. 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333399;\"><strong>GOULARTI-FILHO, Alcides.<\/strong> Forma\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica de Santa Catarina. 2. ed. Florian\u00f3polis: <\/span><span style=\"color: #333399;\">UFSC, 2007. 473 p.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo Celso Ramos priorizou o desenvolvimento da infraestrutura, fundamentando-se na premissa de que o progresso requer bases s\u00f3lidas. A partir dos resultados do Semin\u00e1rio Socioecon\u00f4mico realizado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (FIESC), que originou o Documento B\u00e1sico, foi elaborado o Plano de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":464,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=453"}],"version-history":[{"count":55,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":553,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453\/revisions\/553"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}