{"id":6763,"date":"2026-09-27T21:47:35","date_gmt":"2026-09-28T00:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/?p=6763"},"modified":"2026-09-28T19:44:04","modified_gmt":"2026-09-28T22:44:04","slug":"porteiras-da-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/porteiras-da-serra\/","title":{"rendered":"Porteiras da Serra"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 18pt; color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\">As fazendas de Lages<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Ao pesquisar a hist\u00f3ria das fazendas de Lages, percebi que n\u00e3o estava diante de simples propriedades rurais antigas. Encontrei uma hist\u00f3ria que come\u00e7a antes mesmo da funda\u00e7\u00e3o de Lages, em 1766, e que foi constru\u00edda pelos tropeiros, pela cria\u00e7\u00e3o de gado e por fam\u00edlias que ajudaram a formar a identidade da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6838 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO-300x257.jpeg\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO-300x257.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO-1024x877.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO-768x658.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO-700x599.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-AGORA-CAMPOS-MULA-GADO-CARROCAS-E-PORTAO.jpeg 1175w\" sizes=\"auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong>Decidi reunir parte dessa trajet\u00f3ria neste artigo porque penso que conhecer as antigas fazendas \u00e9 conhecer um peda\u00e7o importante da hist\u00f3ria do pr\u00f3prio munic\u00edpio. As taipas de pedra, os casar\u00f5es e os antigos caminhos das tropas s\u00e3o marcas de um tempo que ainda est\u00e1 presente na paisagem. E algumas dessas fazendas continuam em atividade at\u00e9 hoje.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong>O que mais chamou minha aten\u00e7\u00e3o foi a mudan\u00e7a que come\u00e7ou nos anos 1980, quando algumas fazendas abriram suas porteiras para o turismo<\/strong>. Lugares que eram s\u00f3 de cria\u00e7\u00e3o de gado passaram a receber h\u00f3spedes e a cuidar da cultura do campo. A Fazenda Pedras Brancas, a Fazenda do Barreiro e o Boqueir\u00e3o Hotel Fazenda s\u00e3o exemplos dessa virada.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Procuro contar essa hist\u00f3ria de maneira simples e agrad\u00e1vel, sem abrir m\u00e3o dos documentos. Convido voc\u00ea a uma viagem que sai dos campos ocupados pelos primeiros fazendeiros, passa pelas rotas dos tropeiros, chega \u00e0s fazendas hist\u00f3ricas da Coxilha Rica e termina nos hot\u00e9is-fazenda que hoje mant\u00eam essa mem\u00f3ria viva.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\"><strong>Palavrinhas do campo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><span style=\"font-size: 18pt; color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6847 alignright\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA-256x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"370\" height=\"434\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA-256x300.jpeg 256w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA-874x1024.jpeg 874w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA-768x899.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA-700x820.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-TROPAS-AGORA.jpeg 1093w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><\/a><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Os <em>tropeiros<\/em> conduziam tropas de gado, mulas e cavalos do Sul do pa\u00eds at\u00e9 as feiras de S\u00e3o Paulo. Para que os animais n\u00e3o se dispersassem, constru\u00edam-se as <em>taipas<\/em>, muros de pedras empilhadas, sem cimento, que cercavam os caminhos e os campos. Elas cortam as <em>coxilhas<\/em>, colinas suaves e abertas, cobertas de campo, como as da Coxilha Rica, onde ficam muitas das fazendas hist\u00f3ricas. J\u00e1 as <em>sesmarias<\/em> eram grandes terrenos doados pela Coroa portuguesa a quem se comprometia a ocup\u00e1-los e faz\u00ea-los produzir.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; font-size: 18pt; color: #ff0000;\">Antes de Lages, j\u00e1 havia fazenda<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6779 alignright\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2-300x211.jpeg\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2-300x211.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2-1024x720.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2-768x540.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2-700x492.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-FAZENDA-ANTIGA-2.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a><\/span><\/span>Quando pensamos na hist\u00f3ria de Lages, lembramos logo de Ant\u00f4nio Correia Pinto de Macedo e da funda\u00e7\u00e3o da vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lajens, em 22 de novembro de 1766. Mas os campos lageanos j\u00e1 eram ocupados antes disso. Desde pelo menos a primeira metade do s\u00e9culo XVIII, a regi\u00e3o estava ligada \u00e0 passagem do gado e ao surgimento das primeiras propriedades rurais<\/strong>.<sup> 1<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Muito antes de existir uma vila organizada, esses campos faziam parte de uma rota usada por tropeiros, que levavam gado, mulas e cavalos do Rio Grande do Sul para os mercados do Sudeste. Os campos de altitude tinham pasto natural e ajudavam os animais a descansar e se recuperar da viagem. Foi assim que as primeiras fazendas de cria\u00e7\u00e3o foram surgindo.<sup> 1,8<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Essa \u00e9poca deixou marcas que ainda podemos ver. As mais conhecidas s\u00e3o as taipas. Segundo a Prefeitura de Lages, a Coxilha Rica conserva hoje mais de cem quil\u00f4metros desses muros, considerados patrim\u00f4nio cultural, hist\u00f3rico e arquitet\u00f4nico da regi\u00e3o.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Os documentos permitem voltar ainda mais no tempo. Um dos registros mais antigos \u00e9 o da Fazenda Sam Felippe, ligada ao sargento-mor Torquato Teixeira de Carvalho. Em 1744, a marca de gado da fazenda foi pedida \u00e0 C\u00e2mara de Curitiba e registrada no mesmo ano. Tamb\u00e9m h\u00e1 refer\u00eancias \u00e0s fazendas de Bento Soares e de Francisco de Carvalho, que um documento de 14 de mar\u00e7o de 1767 cita como propriedades j\u00e1 existentes nos campos das Lages.<sup> 1<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">16 fazendas, 82 pessoas<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><span style=\"font-size: 18pt; color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6849 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"412\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-300x225.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-1024x770.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-768x577.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-800x600.jpeg 800w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA-700x526.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-LISTA-DAS-FAZENDAS-AGORA.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><\/a><\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Talvez nenhum documento seja t\u00e3o revelador quanto o levantamento de 1766, feito poucas semanas antes da funda\u00e7\u00e3o oficial da vila. A lista, preparada pelo capit\u00e3o Pedro da Silva Chaves e datada de 28 de outubro daquele ano, registrava 16 fazendas e 82 moradores nos campos das Lages.<sup> 1,10<\/sup><\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Entre os propriet\u00e1rios aparece o pr\u00f3prio Ant\u00f4nio Correia Pinto, com uma fazenda de dez moradores. O detalhe \u00e9 curioso: o homem que ficaria conhecido como fundador de Lages j\u00e1 era fazendeiro na regi\u00e3o antes de fundar a vila.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Isso mostra que a cria\u00e7\u00e3o de Lages n\u00e3o foi o come\u00e7o da ocupa\u00e7\u00e3o dos campos. Quando a vila nasceu oficialmente, j\u00e1 havia fazendas, gado, moradores e uma economia ligada \u00e0s tropas.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">A fazenda que atravessou os s\u00e9culos<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda Grande ajuda a entender essa continuidade. Sua hist\u00f3ria come\u00e7a com o capit\u00e3o portugu\u00eas Joaquim Jos\u00e9 Pereira, que tomou posse das terras em 1764. Dois anos depois, em 1766, a fazenda j\u00e1 aparecia na lista de moradores dos campos de Lages.<sup> 2<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">At\u00e9 hoje a propriedade segue ligada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado e tamb\u00e9m \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do Boi Crioulo Lageano. \u00c9 um exemplo raro de fazenda do s\u00e9culo XVIII que mant\u00e9m a mesma voca\u00e7\u00e3o: quase tr\u00eas s\u00e9culos de dist\u00e2ncia, mas a mesma paisagem e a mesma atividade.<sup> 2<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Coxilha Rica: a hist\u00f3ria a c\u00e9u aberto<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6798 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA-300x219.jpeg\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA-300x219.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA-1024x749.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA-768x562.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA-700x512.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-ANT-E-NOVA.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/strong>Depois da funda\u00e7\u00e3o da vila, novas propriedades continuaram surgindo. As sesmarias, grandes terrenos concedidos pela Coroa portuguesa, ajudaram a distribuir as terras durante o per\u00edodo colonial.<sup> 9<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Coxilha Rica se tornou uma das \u00e1reas mais importantes dessa hist\u00f3ria. Ali est\u00e3o fazendas hist\u00f3ricas, corredores de taipa, igrejas, cemit\u00e9rios e antigos caminhos das tropas.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Prefeitura de Lages lista, entre as fazendas hist\u00f3ricas, a S\u00e3o Jo\u00e3o, a Cajuru, a S\u00e3o Jos\u00e9 da Boa Vista, a Tijolinho e a Estrela.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Mas a import\u00e2ncia dessas propriedades vai al\u00e9m da idade das constru\u00e7\u00f5es. Elas guardam a mem\u00f3ria de um modo de vida ligado ao gado, aos tropeiros e \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o dos campos. Algumas seguem na lida rural, e outras tamb\u00e9m passaram a receber visitantes.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Fazendas que resistiram ao tempo<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda S\u00e3o Jo\u00e3o foi constru\u00edda em 1800. Seu casar\u00e3o, os muros de taipa e as pe\u00e7as originais de madeira foram preservados, e a propriedade pertence \u00e0 mesma fam\u00edlia, os Bianchini, desde 1937.<sup> 3,8<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda Cajuru tem origem em 1865 e tamb\u00e9m faz parte desse conjunto hist\u00f3rico, com trechos de taipa ligados \u00e0 propriedade.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda Pedras Brancas entrou para a hist\u00f3ria do turismo rural brasileiro. A Prefeitura de Lages informa que a fazenda surgiu em 1897, ligada \u00e0 fam\u00edlia Gamborgi. Uma reportagem sobre o turismo rural fala em uma casa constru\u00edda em 1868, e por isso as fontes divergem sobre a data de origem. J\u00e1 em 1983 a casa recebia visitantes para refei\u00e7\u00f5es, e em 1985 nasceu ali o Hotel Fazenda Pedras Brancas.<sup> 3,8<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda do Barreiro, na divisa entre Painel e Urupema, tamb\u00e9m guarda uma hist\u00f3ria longa. Segundo a Prefeitura, foi fundada em 1763, ou seja, \u00e9 anterior \u00e0 pr\u00f3pria vila de Lages. Hoje tem mais de 260 anos, com constru\u00e7\u00f5es de pedra e taipa, uma antiga cozinha de ch\u00e3o e museus que mostram como era a vida nas fazendas da Serra.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Nem tudo, por\u00e9m, resistiu. Um casar\u00e3o com mais de 200 anos, ligado \u00e0 antiga Fazenda Cadete, na Coxilha Rica, foi demolido. A Fazenda Cadete servia de apoio \u00e0s tropas de mulas que chegavam do Rio Grande do Sul, e sua perda mostra que o patrim\u00f4nio rural s\u00f3 sobrevive se for cuidado o tempo todo.<sup> 7<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Quando a porteira se abriu<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6792 alignright\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA-300x216.jpeg\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"361\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA-300x216.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA-1024x738.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA-768x554.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA-700x505.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-IMAGEM-LINDA.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Por muito tempo, as fazendas de Lages viveram quase s\u00f3 da pecu\u00e1ria. A mudan\u00e7a ganhou for\u00e7a nos anos 1980, quando fazendeiros, empres\u00e1rios, t\u00e9cnicos da prefeitura e gente do turismo come\u00e7aram a conversar sobre como transformar a vida do campo em experi\u00eancia para visitantes.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">O guia Matias Liz dos Santos lembra que as primeiras reuni\u00f5es aconteceram na Biblioteca P\u00fablica de Lages. A ideia era fazer o turista ficar mais tempo na cidade e conhecer as paisagens, a cultura campeira, a hospitalidade e o modo de vida do campo, em vez de apenas passar por ela, como faziam os tropeiros.<sup> 5<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Dessas conversas nasceu o &#8220;Dia na Fazenda&#8221;, realizado na Fazenda Pedras Brancas, com ordenha, cavalgada, chimarr\u00e3o e fogo de ch\u00e3o. O que era rotina para o homem do campo virou experi\u00eancia para quem vinha da cidade.<sup> 3,5<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Em 1985, S\u00f4nia Gamborgi e sua fam\u00edlia criaram o Hotel Fazenda Pedras Brancas, que a Prefeitura de Lages identifica como o primeiro hotel-fazenda do Brasil. Ali o visitante passou a encontrar hospedagem, cavalgadas, trilhas, pesca, contato com os animais, roda de chimarr\u00e3o, apresenta\u00e7\u00f5es culturais e comida t\u00edpica.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Fazenda do Barreiro tamb\u00e9m foi pioneira: come\u00e7ou a servir refei\u00e7\u00f5es em 1985 e a receber h\u00f3spedes em 1986.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Do gado ao hotel-fazenda<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6805 alignleft\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA-300x202.jpeg\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA-300x202.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA-1024x690.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA-768x518.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA-700x472.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-SERRANA-HOTEL-FAZENDA.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/strong>O turismo rural de Lages cresceu a partir dessas primeiras experi\u00eancias. O Boqueir\u00e3o Hotel Fazenda pertence a uma fam\u00edlia dona de fazenda centen\u00e1ria, fundada em 1896. Tudo come\u00e7ou no fim dos anos 1980, quando a fam\u00edlia convidou amigos de Florian\u00f3polis para passar um fim de semana na fazenda. Segundo a Prefeitura, a partir da\u00ed ela passou a abrir suas porteiras a amigos, turistas e visitantes.<sup> 3,6<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Hoje a Prefeitura reconhece um conjunto de empreendimentos ligados ao turismo rural, entre eles o Hotel Fazenda Pedras Brancas, o Boqueir\u00e3o Hotel Fazenda, a Pousada Rural do Sesc e v\u00e1rias propriedades da Coxilha Rica que recebem visitantes. Entre os nomes citados est\u00e3o as fazendas Rio Bonito, S\u00e3o Jo\u00e3o, Rancho Amigo, S\u00e3o Jos\u00e9 da Boa Vista e Tijolinho.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Em 2025, a Prefeitura destacou que o turismo rural da Coxilha Rica j\u00e1 reunia hospedagem em fazendas e hot\u00e9is, al\u00e9m de cavalgadas, trekking, trilhas de ve\u00edculos 4&#215;4, cicloturismo e enoturismo.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">A Coxilha Rica tamb\u00e9m \u00e9 Cap\u00e3o Alto<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Um detalhe importante: a Coxilha Rica n\u00e3o pertence s\u00f3 a Lages. Boa parte dela fica no munic\u00edpio de Cap\u00e3o Alto, onde tamb\u00e9m h\u00e1 paisagens, fazendas hist\u00f3ricas e trechos do antigo Caminho das Tropas.<sup> 4<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Entre os atrativos de Cap\u00e3o Alto est\u00e3o o Hotel Fazenda Cerro Azul e as fazendas Lua Cheia e Estrela.<sup> 4<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Para o visitante, os limites entre os munic\u00edpios importam pouco. O que ele procura \u00e9 o conjunto: campos, taipas, fazendas, caminhos hist\u00f3ricos e vida rural.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">O que o visitante procura?<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">O turismo rural oferece algo cada vez mais valorizado: a chance de viver, por alguns dias, um ritmo diferente do das grandes cidades. Na Coxilha Rica, essa experi\u00eancia mistura campos, arauc\u00e1rias, fazendas hist\u00f3ricas, animais, cavalgadas, trilhas, comida serrana e a cultura tropeira.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Por isso, o hotel-fazenda deixa de ser s\u00f3 um lugar para dormir. Ele oferece uma experi\u00eancia: conhecer o campo, olhar uma paisagem hist\u00f3rica, provar comida t\u00edpica, andar a cavalo, tomar chimarr\u00e3o e ouvir hist\u00f3rias de quem vive ali.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Fazendas que contam hist\u00f3rias<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6821 alignright\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-300x169.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-1024x578.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-768x433.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-700x395.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS-539x303.jpeg 539w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-CAMPOS.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/strong>Uma fazenda hist\u00f3rica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma constru\u00e7\u00e3o antiga. O casar\u00e3o, a taipa, os utens\u00edlios, os caminhos e os galp\u00f5es mostram como viveram e trabalharam gera\u00e7\u00f5es de pessoas. Preservar uma fazenda \u00e9 preservar a mem\u00f3ria da pecu\u00e1ria, do tropeirismo e da cultura rural de Lages e da Serra Catarinense.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Quando uma propriedade hist\u00f3rica recebe visitantes, essa mem\u00f3ria sai dos documentos e chega \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es e a gente de todo o Brasil.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">O passado tem futuro<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Lages tem um patrim\u00f4nio que n\u00e3o precisa ser inventado. A hist\u00f3ria est\u00e1 nas fazendas, nos caminhos das tropas, nas taipas, nos casar\u00f5es e nas tradi\u00e7\u00f5es que sobreviveram ao tempo.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">A Prefeitura trabalha para ampliar o turismo na Coxilha Rica, com obras de infraestrutura, roteiros e a\u00e7\u00f5es de valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. Em 2026, com o Sebrae, a Secretaria Municipal do Turismo realizou a primeira oficina do Roteiro Agrotur\u00edstico da Coxilha Rica, a Rota Caminho dos Tropeiros, que busca valorizar as fazendas hist\u00f3ricas, a cultura tropeira, as experi\u00eancias rurais e a gastronomia regional.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">O desafio, portanto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 guardar o passado, mas achar formas respons\u00e1veis de mant\u00ea-lo vivo, conhecido pelos mais jovens e \u00fatil para a economia local.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Uma viagem de quase 300 anos<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt; color: #008000;\"><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif;\"><a href=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6785 alignright\" src=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"441\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-300x225.jpeg 300w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-1024x767.jpeg 1024w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-768x575.jpeg 768w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-800x600.jpeg 800w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS-700x524.jpeg 700w, https:\/\/repensandoavida.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/PORTEIRA-DA-SERRA-CAMINHO-DAS-TROPAS.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/strong>Quem hoje se hospeda em um hotel-fazenda ou visita uma fazenda hist\u00f3rica de Lages talvez n\u00e3o perceba que est\u00e1 entrando numa hist\u00f3ria iniciada muito antes da cidade. Os registros da d\u00e9cada de 1740 e o levantamento de 1766 mostram que a vida rural veio antes da vila.<sup> 1<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Por esses campos passaram tropeiros, criadores, trabalhadores do campo e fam\u00edlias inteiras. Eles constru\u00edram casas, taipas e caminhos. Algumas fazendas desapareceram, outras foram divididas ou mudaram de cara, e algumas atravessaram gera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 ainda as que encontraram no turismo um novo jeito de preservar e contar sua hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Ao reunir essas hist\u00f3rias, percebo que uma das maiores riquezas de Lages \u00e9 poder caminhar pelo presente encontrando pistas concretas de um passado com quase tr\u00eas s\u00e9culos. Quando uma fazenda hist\u00f3rica abre a porteira para receber algu\u00e9m, ela oferece mais do que hospedagem ou lazer: oferece a chance de conhecer um peda\u00e7o da hist\u00f3ria de Lages e da Serra Catarinense.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Ao concluir esta pesquisa, fiquei convencido de que a hist\u00f3ria das fazendas de Lages, principalmente as da Coxilha Rica, merece ser conhecida e preservada. Ela n\u00e3o come\u00e7a com a funda\u00e7\u00e3o da vila, em 1766: remonta pelo menos \u00e0 d\u00e9cada de 1740, quando j\u00e1 havia fazendas e cria\u00e7\u00e3o de gado nos campos das Lages. O levantamento de 1766, com 16 fazendas e 82 moradores, mostra que a ocupa\u00e7\u00e3o rural veio antes da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Aprendi tamb\u00e9m que essas fazendas n\u00e3o s\u00e3o apenas constru\u00e7\u00f5es antigas. Elas guardam hist\u00f3rias de fam\u00edlias, de trabalho, de tropeiros e de uma forma de vida que ajudou a formar a identidade de Lages. Para mim, as taipas, os casar\u00f5es, os caminhos e os objetos preservados s\u00e3o documentos vivos de uma \u00e9poca que precisa ser passada adiante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Considero especialmente significativa a transforma\u00e7\u00e3o de parte desse patrim\u00f4nio em turismo rural. Quando uma fazenda hist\u00f3rica recebe visitantes, ela oferece a possibilidade de conhecer uma hist\u00f3ria no lugar exato onde ela aconteceu. Pedras Brancas, Barreiro, Boqueir\u00e3o e outras propriedades mostram que o turismo pode aproximar as pessoas da paisagem, da cultura campeira e da mem\u00f3ria da regi\u00e3o.<sup> 3<\/sup><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Penso que Lages tem nesse patrim\u00f4nio uma riqueza que precisa de planejamento, cuidado e divulga\u00e7\u00e3o. N\u00e3o precisamos criar uma hist\u00f3ria para mostrar aos visitantes, porque ela j\u00e1 existe: est\u00e1 nas fazendas centen\u00e1rias, nas taipas da Coxilha Rica, nos caminhos dos tropeiros, nos costumes campeiros e nas fam\u00edlias que continuam ligadas \u00e0 terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff;\">Por isso, termino com uma ideia que considero essencial: preservar uma fazenda hist\u00f3rica \u00e9 preservar uma parte da pr\u00f3pria hist\u00f3ria de Lages, e o turismo rural pode ajudar a manter esse patrim\u00f4nio vivo, gerando conhecimento, trabalho e renda sem perder a autenticidade. As fazendas da Coxilha Rica n\u00e3o s\u00e3o lembran\u00e7as de um passado distante; s\u00e3o patrim\u00f4nio vivo. Cabe a n\u00f3s conhec\u00ea-las, preserv\u00e1-las e garantir que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m possam abrir essas porteiras e encontrar ali a hist\u00f3ria de onde viemos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000;\">Autor: Walmor Tadeu Schweitzer<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000;\">Contato: walmor1953@lgmail.com<\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h1><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #ff0000; font-size: 18pt;\">Fontes<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[1] PREFEITURA DO MUNICIPIO DE LAGES. Lages hist\u00f3rica: bem antes de Antonio Correia Pinto. Texto de Iran Rosa de Moraes, 22 nov. 2022. Dispon\u00edvel em: lages.sc.gov.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[2] FAZENDA GRANDE. Hist\u00f3ria da Fazenda Grande. Dispon\u00edvel em: fazendagrande.net.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[3] PREFEITURA DO MUNICIPIO DE LAGES: P\u00e1ginas e not\u00edcias oficiais sobre a Coxilha Rica, as fazendas hist\u00f3ricas e o turismo rural (2025\u20132026). Dispon\u00edvel em: lages.sc.gov.br. [inserir endere\u00e7o e data de cada p\u00e1gina consultada]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[4] PREFEITURA MUNICIPAL DE CAP\u00c3O ALTO. Informa\u00e7\u00f5es sobre a Coxilha Rica e seus atrativos tur\u00edsticos, 24 fev. 2026. [inserir endere\u00e7o da p\u00e1gina]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[5] NSC TOTAL. Historiador que ajudou a criar turismo rural em Lages vira personagem de document\u00e1rio. Dispon\u00edvel em: nsctotal.com.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[6] CATRACA LIVRE. Boqueir\u00e3o mant\u00e9m viva a origem do turismo rural em Lages (SC). Dispon\u00edvel em: catracalivre.com.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[7] SERRA SC. Casar\u00e3o, de mais de 200 anos, \u00e9 demolido na Coxilha Rica. Dispon\u00edvel em: serrasc.com.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[8] ND MAIS. Como uma aposta pioneira nos anos 1980 transformou a Serra catarinense e criou o turismo rural no Brasil. Dispon\u00edvel em: ndmais.com.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[9] ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE GENEALOGIA (ASBRAP). Antigos propriet\u00e1rios rurais de Lages. Revista da ASBRAP, n\u00ba 6. Dispon\u00edvel em: asbrap.org.br.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'comic sans ms', sans-serif; color: #0000ff; font-size: 10pt;\">[10] KOTCHERGENKO, T\u00e2nia Arruda. Lista de fazendas e moradores dos campos das Lages em 1766. Blog Lages Hist\u00f3rica, 9 abr. 2009. Dispon\u00edvel em: lageshistorica.blogspot.com.br.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fazendas de Lages Ao pesquisar a hist\u00f3ria das fazendas de Lages, percebi que n\u00e3o estava diante de simples propriedades rurais antigas. 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