24 maio Lages: Berço de Governadores, Celeiro de Lideranças
A razão desta publicacão
Dois Palácios: Marcos da História do Governo Catarinense
No topo das montanhas da Serra Catarinense, onde os campos de araucárias encontram o frio cortante e o calor das tradições, ergue-se uma cidade com alma política e vocação para a liderança: Lages. Mais do que um simples município, Lages é um símbolo de protagonismo na história de Santa Catarina — e, por que não dizer, do Brasil. Desde sua fundação em 1766 pelo capitão-mor Antônio Correia Pinto de Macedo, a cidade passou a ocupar um lugar de destaque no cenário político do torrão brasileiro, sendo reconhecida como o mais importante berço de lideranças políticas do estado.
Palácio Cruz e Sousa
É de Lages que surgiram homens públicos que não apenas governaram, mas transformaram. Ao todo, oito governadores catarinenses nasceram nesse solo, além de um presidente da República — o único catarinense a chegar ao cargo mais alto da nação.
Essa impressionante representatividade não é fruto do acaso: é resultado de uma cultura política enraizada, de uma população aguerrida e consciente, e de uma tradição cívica forjada ao longo dos séculos.
A história política de Lages é escrita com nomes que deixaram marcas profundas na administração pública catarinense. São trajetórias que se entrelaçam com as grandes transformações do estado e do país, revelando uma notável capacidade de liderança, inovação e compromisso social.
1. Felipe Schmidt
28/09/1898 a 28/09/1902
Governador eleito em sufrágio universal
28/10/1914 a 28/09/1918
Governador eleito em sufrágio universal
“Governar é preparar o futuro antes que ele chegue.”
Felipe Schmidt nasceu em Lages, então Província de Santa Catarina, em 4 de maio de 1860. Era filho de Johann Philipp Schmidt (Felippe Schmidt) e Felisbina Michels (Felisbina Schmidt). Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de maio de 1930. Foi uma das mais importantes lideranças políticas catarinenses da Primeira República, destacando-se tanto na carreira militar quanto na vida pública. Primo-irmão de Lauro Müller, exerceu o governo de Santa Catarina em duas oportunidades e deixou uma marca de honestidade administrativa, firmeza política e compromisso com a modernização do Estado.
Formação Militar e Início da Carreira
Aos 16 anos ingressou no Exército Brasileiro. Em 1877 iniciou seus estudos na Escola de Artilharia e, em 1883, concluiu os cursos de Estado-Maior e Engenharia Militar. Logo após sua formação, foi designado para participar dos trabalhos de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, uma das mais desafiadoras obras de infraestrutura do país naquele período.
Em 1885 foi nomeado ajudante de ordens do então presidente da Província do Paraná, o Visconde de Taunay. Também integrou a expedição legalista no Paraná e exerceu a direção da Colônia Militar de Chapecó.
Sua carreira militar foi marcada por sucessivas promoções:
Major (1892); Tenente-coronel (1900); Coronel (1909); General (1918). Recebeu ainda o título honorífico de Cavaleiro da Ordem da Rosa, uma das mais importantes condecorações do período imperial.
Ingresso na Política
Sua atuação política começou durante o governo de Lauro Müller, quando assumiu a chefia de polícia do Estado. Em setembro de 1890 foi eleito Deputado Federal por Santa Catarina para integrar a primeira Assembleia Constituinte da República. Participou da elaboração e assinatura da primeira Constituição republicana do Brasil.
Nesse período destacou-se por denunciar o então governador catarinense Manoel Joaquim Machado, acusando-o de haver determinado a prisão indevida de um funcionário federal no município de Blumenau, demonstrando independência e firmeza em sua atuação parlamentar.
Além de deputado federal e constituinte, exerceu também o cargo de senador da República por Santa Catarina. Foi eleito para o Senado entre seus dois governos estaduais, sendo reeleito em 1909. Após seu segundo mandato como governador, voltou à atividade parlamentar, permanecendo como senador até seu falecimento.
Primeiro Governo de Santa Catarina (1898–1902)
Felipe Schmidt assumiu a presidência do Estado em 28 de setembro de 1898, sucedendo Hercílio Pedro da Luz. Seu vice-governador era o coronel Firmino Lopes do Rego.
Sua primeira administração caracterizou-se pela preocupação com o desenvolvimento educacional, especialmente o ensino médio e o ensino agrícola, considerados fundamentais para o progresso econômico e social de Santa Catarina.
Politicamente, integrava a ala mais firme do Partido Republicano Catarinense, mantendo posições restritivas em relação aos federalistas, mesmo após a fusão partidária ocorrida em 1902, intermediada por Lauro Müller. Ao concluir o mandato, em 28 de setembro de 1902, transmitiu o cargo justamente a seu primo Lauro Müller, então uma das maiores lideranças políticas do Estado.
Segundo Governo de Santa Catarina (1914–1918)
Em razão da substituição de Vidal José de Oliveira Ramos, Felipe Schmidt voltou ao governo catarinense em 28 de setembro de 1914. Seu segundo mandato foi marcado por importantes avanços administrativos e pela solução de uma das mais antigas questões territoriais do Sul do Brasil: o conflito de limites entre Santa Catarina e Paraná.
Durante esse período, deu especial atenção à modernização urbana e ao saneamento básico, promovendo a implantação da rede de esgoto em Florianópolis, um importante avanço para a saúde pública da capital catarinense. Ao término de seu mandato, em 28 de setembro de 1918, transmitiu o governo ao vice-governador Hercílio Luz, uma vez que o governador eleito, Lauro Müller, não assumiu o cargo.
O Acordo de Limites entre Santa Catarina e Paraná
A questão mais relevante enfrentada por Felipe Schmidt em seus governos foi a definição dos limites territoriais entre Santa Catarina e Paraná.
A disputa possuía raízes históricas que remontavam à divisão e administração das antigas Capitanias de São Vicente, Santo Amaro e das Terras de Sant’Ana. O desfecho ocorreu em 20 de outubro de 1916, quando, por determinação do presidente da República, Wenceslau Brás Pereira Gomes, foi firmado o acordo definitivo entre os dois estados.
Felipe Schmidt teve papel decisivo na aprovação do entendimento. Convocou o Congresso Representativo do Estado, que instituiu uma comissão para analisar o documento. Após a aprovação pelo Legislativo catarinense, o acordo foi encaminhado ao Congresso Nacional, onde recebeu aprovação definitiva e passou a ter força de lei.
Na região litorânea nenhuma alteração foi necessária, pois a linha divisória já havia sido reconhecida oficialmente pelos dois estados desde 1771. A solução do conflito encerrou décadas de disputas territoriais e representou uma importante vitória política e administrativa para Santa Catarina.
Atuação Intelectual e Cultural
Além da carreira militar e política, Felipe Schmidt participou ativamente da vida intelectual catarinense. Foi proprietário do jornal O Dia e sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, contribuindo para a preservação da memória, da cultura e da história do Estado.
Família
Felipe Schmidt foi casado com Lacínia Alvin Schmidt, com quem teve três filhos: Oscar Schmidt; Jorge Schmidt; Célia Schmidt.
Legado
Felipe Schmidt destacou-se como administrador honesto, militar respeitado e político de grande influência na história catarinense.
Sua atuação foi marcada pela defesa dos interesses do Estado, pelo fortalecimento da educação, pelos investimentos em saneamento público e, sobretudo, pela condução do processo que consolidou definitivamente os limites territoriais entre Santa Catarina e Paraná.
Seu nome permanece associado a uma das fases de consolidação institucional e modernização do Estado catarinense durante a Primeira República.
Felipe Schmidt: liderança e modernização em Santa Catarina.
2. Vidal José de Oliveira Ramos
06/03/1905 a 28/09/1906
Vice-Governador eleito no cargo de titular
29/09/1910 a 28/10/1914
Governador eleito em sufrágio universal
“Educar um povo é construir um estado para muitas gerações.”
5. Aristiliano Laureano Ramos
(19/04/1933 a 01/05/1935)
Interventor nomeado pelo governo federal
“Grandes mudanças exigem líderes capazes de atravessar tempos difíceis.”
Aristiliano Ramos representa o encontro entre tradição regional e transformação nacional.
Nasceu em 10 de maio de 1888, em Lages (SC), filho de Theodora Ribeiro Ramos e de Belisário José de Oliveira Ramos — fazendeiro, militar e figura atuante na política local, tendo exercido os cargos de vereador, prefeito de Lages e deputado estadual. Faleceu em 17 de abril de 1976, em sua cidade natal.
Formação e vínculos familiares
Iniciou sua formação em Lages, com aulas particulares na Fazenda Morrinhos, seguindo posteriormente para o Colégio São José. Concluiu o curso de Humanidades no tradicional Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo (RS), no ano de 1904.
Aristiliano pertenceu a uma das mais influentes famílias políticas de Santa Catarina. Era neto de Vidal José de Oliveira Ramos e sobrinho de Vidal Ramos, importante liderança estadual. Entre seus primos, destacaram-se nomes como Nereu Ramos — que viria a ser Presidente da República —, além de Celso Ramos, Mauro Ramos, Vidal Ramos Júnior e Joaquim Fiúza Ramos, entre outros. Essa rede familiar consolidou uma longa tradição de atuação política no estado e no país.
Casou-se com Guilhermina Schmidt Ramos, com quem teve filhos, formando também uma extensa família.
Atuação política e administrativa
Sua trajetória pública iniciou-se no legislativo estadual. Foi eleito deputado ao Congresso Representativo de Santa Catarina (atual Assembleia Legislativa) para as legislaturas de 1916 a 1918 e de 1919 a 1921, período em que integrou a Mesa Diretora da Casa como suplente de secretário.
No âmbito municipal, exerceu papel relevante em Lages, sendo superintendente (equivalente ao cargo de prefeito) entre 1919 e 1922, além de vereador entre 1927 e 1930.
Paralelamente à política, atuou no jornalismo, sendo proprietário do jornal Região Serrana, por meio do qual participou ativamente dos debates públicos e políticos de seu tempo.
Revolução de 1930 e intervenção federal
Aristiliano Ramos teve papel expressivo na Revolução de 1930, movimento que levou Getúlio Vargas ao poder. Como coronel, comandou uma das principais colunas revolucionárias no planalto catarinense, sendo reconhecido como uma liderança regional de grande influência.
Com a vitória do movimento, foi eleito indiretamente interventor federal em Santa Catarina, tomando posse em 19 de abril de 1933. Inicialmente vinculado ao Partido Progressista, assumiu ainda naquele ano a presidência do Partido Liberal Catarinense. Seu período no governo marcou a transição política do estado no contexto pós-revolucionário, sendo sucedido posteriormente por Nereu Ramos.
Atuação política no período democrático
Com o enfraquecimento do Estado Novo, Aristiliano participou da reorganização partidária no país. Em 1945, ao lado de Adolfo Konder e Henrique Rupp Júnior, participou da fundação da União Democrática Nacional (UDN) em Santa Catarina.
No mesmo ano, concorreu ao Senado, sem êxito. Posteriormente, disputou vaga na Câmara dos Deputados, sendo eleito suplente e assumindo mandato entre 1954 e 1955.
Em 1958, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), legenda à qual estavam vinculados diversos membros de sua família. Novamente como suplente, assumiu mandato de deputado federal na legislatura de 1959 a 1963.
Reconhecimento e legado
Aristiliano Ramos deixou marcas importantes na política catarinense, especialmente pela sua atuação durante momentos decisivos da história brasileira, como a Revolução de 1930 e o período de reorganização democrática.
Seu legado permanece vivo também nas homenagens recebidas, entre elas:
Denominação de ruas em cidades como Lages, Gaspar e Rio do Sul; Nomeação de logradouros públicos, como alamedas em áreas urbanas; Instituição de escola pública com seu nome em Lages.
Escola Normal de Lages · Instituto de Educação · Colégio Aristiliano Ramos · FACEC
Um edifício, muitos nomes — uma história singular na memória de Lages
Inaugurado em 1936, o edifício que por décadas marcou a paisagem urbana de Lages carregou ao longo do tempo diferentes nomes — Escola Normal de Lages, Instituto de Educação, Colégio Aristiliano Ramos e FACEC – Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas —, cada um deles correspondendo a uma fase distinta de sua trajetória e refletindo as transformações da própria cidade.
As paredes desse centro de ensino foram, durante décadas, o centro intelectual e educacional de Lages. Entre suas salas, corredores e pátios, gerações de lageanos aprenderam, ensinaram, debateram ideias e construíram os alicerces do desenvolvimento cultural e profissional do município. Cada nome que o prédio recebeu ao longo do tempo não foi apenas uma mudança administrativa. —
A origem: uma escola para formar professores
Em 1934, o então governador de Santa Catarina, Aristiliano Laureano Ramos — nascido em Lages —, assinou o decreto que criou a Escola Normal na cidade. O objetivo era claro: formar professores qualificados para atuar no ensino primário, dentro de uma proposta pública e laica, em linha com os princípios republicanos de acesso universal à educação.
Aristiliano Ramos empenhou-se pessoalmente em garantir os recursos necessários para a construção da sede, demonstrando um compromisso genuíno com o desenvolvimento educacional de sua cidade natal.
Em 1935, a instituição passou a se chamar Instituto de Educação, acompanhando a política nacional de modernização do ensino que já vinha sendo aplicada em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.
A Importância Histórica para a Cidade
O Brasil havia criado sua primeira escola normal em 1835, na cidade de Niterói. Lages só recebeu uma instituição semelhante cem anos depois — o que torna sua criação ainda mais significativa. Para uma cidade do interior catarinense, a chegada do Instituto de Educação representou um salto real em termos de cultura, urbanidade e acesso ao conhecimento.
Além disso, a escola abriu uma porta histórica para as mulheres da região. Até então limitadas ao espaço doméstico, elas passaram a ter uma oportunidade concreta de formação profissional e de participação na vida intelectual da cidade — o magistério foi, para muitas, o primeiro caminho de autonomia e reconhecimento social.
Olhar para o Instituto de Educação era, de certa forma, olhar para a ideia de progresso que a cidade queria projetar: ordem, racionalidade e confiança no futuro. O prédio dizia, pela sua própria forma, que Lages estava avançando.
Uma história de usos e transformações
Com o tempo, o Instituto de Educação foi se adaptando às necessidades da cidade. Em diferentes momentos, suas dependências abrigaram uma escola técnica de enfermagem e os primeiros cursos de ensino superior de Lages — que deram origem à atual Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), consolidando o prédio como verdadeiro berço da educação superior na região.
Aristiliano Ramos representa a figura do líder regional que, apoiado em tradição familiar e forte inserção social, exerceu papel relevante na política estadual e nacional. Sua trajetória reflete as transformações do Brasil na primeira metade do século XX, especialmente no que diz respeito à transição entre oligarquias regionais e a centralização do poder político.
6. Nereu Ramos
01/05/1935 a 16/11/1937
Governador eleito indiretamente pela Assembléia Legislativa
16/11/1937 a 06/11/1945
Interventor nomeado pelo governo federal
“A estabilidade de um estado nasce da coragem de defender instituições.”
“Os homens passam; as instituições permanecem quando são sustentadas pela coragem e pelo compromisso com o bem público.”
Entre os muitos líderes políticos que nasceram em Lages, nenhum alcançou posição tão elevada na vida pública brasileira quanto Nereu de Oliveira Ramos. Sua trajetória confunde-se com alguns dos momentos mais importantes da história política nacional, fazendo dele uma das figuras mais influentes de Santa Catarina e o único catarinense a ocupar a Presidência da República.
Nascido em Lages, em 3 de setembro de 1888, Nereu Ramos era filho de Vidal José de Oliveira Ramos e Teresa Fiúza Ramos. Cresceu em uma família profundamente ligada à política e à administração pública, ambiente que contribuiu para despertar seu interesse pelos grandes temas nacionais desde a juventude.
Ao longo de sua vida, exerceu funções de destaque nos poderes Executivo e Legislativo, tornando-se referência de liderança, habilidade política e defesa da ordem institucional. Sua brilhante carreira foi interrompida em 16 de junho de 1958, quando faleceu em um acidente aéreo próximo a Curitiba.
Formação e Início da Carreira
Depois dos estudos iniciais em Lages, ingressou no tradicional Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo (RS). Posteriormente, cursou Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, um dos mais prestigiados centros de formação política e jurídica do país, graduando-se em 1909.
Ainda estudante, participou intensamente dos debates acadêmicos e das atividades do Centro Acadêmico XI de Agosto, experiência que ampliou sua visão sobre os desafios políticos do Brasil.
De volta a Santa Catarina, iniciou a carreira como advogado e ingressou na vida pública. Sua inteligência, capacidade de argumentação e talento para a articulação política logo o destacaram entre as novas lideranças do Estado.
O Jornalista e o Líder Político
Paralelamente à atuação política, Nereu Ramos desenvolveu importante atividade jornalística. Escreveu para diversos periódicos e participou da fundação de jornais que influenciaram o debate público catarinense nas primeiras décadas do século XX.
Durante a Primeira Guerra Mundial, defendeu a aproximação do Brasil com os países aliados, demonstrando independência de pensamento e disposição para sustentar suas convicções, mesmo diante de opiniões divergentes.
Nos anos seguintes, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas catarinenses, participando ativamente das transformações que marcaram a República brasileira.
À Frente de Santa Catarina
Em 1935, Nereu Ramos assumiu o governo de Santa Catarina. Dois anos mais tarde, com a implantação do Estado Novo, permaneceu no comando do Estado como interventor federal até 1945.
Seu governo foi marcado por iniciativas voltadas à modernização administrativa e ao desenvolvimento da infraestrutura catarinense.
Entre suas principais realizações destacam-se:
Ampliação e melhoria da rede rodoviária estadual;Fortalecimento da administração pública; Expansão dos serviços de saúde; Implementação das políticas de nacionalização do ensino, que buscavam integrar culturalmente as comunidades de origem estrangeira ao projeto nacional brasileiro.
Sua administração contribuiu para aproximar diferentes regiões catarinenses e fortalecer a presença do Estado em áreas antes pouco assistidas pelo poder público.
Protagonismo Nacional
Com a redemocratização do país após 1945, Nereu Ramos ampliou sua atuação política para o cenário nacional.
Ele participou da fundação do Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina e foi eleito senador constituinte em 1946. Sua habilidade conciliadora e seu prestígio político fizeram dele uma das vozes mais respeitadas do Congresso Nacional.
Ao longo dos anos, ocupou importantes cargos públicos, entre eles: Senador da República; Presidente da Câmara dos Deputados; Ministro da Justiça; Ministro interino da Educação.
Sua carreira alcançou o ponto máximo em novembro de 1955, quando assumiu a Presidência da República durante uma das mais delicadas crises políticas do período democrático.
O Presidente da Legalidade
A posse de Juscelino Kubitschek encontrava-se ameaçada por fortes tensões políticas. Nesse contexto, Nereu Ramos assumiu a chefia da nação com a missão de garantir o cumprimento da Constituição.
Sua passagem pela Presidência foi breve, mas decisiva. Agindo com serenidade e firmeza, assegurou a continuidade das instituições democráticas e a posse do presidente eleito, tornando-se um símbolo da defesa da legalidade republicana.
Esse episódio projetou definitivamente seu nome para a história política brasileira.
Homenagens e Reconhecimento
Memorial Nereu Ramos
A importância de Nereu Ramos ultrapassou as fronteiras de Santa Catarina. Seu nome foi eternizado em monumentos, escolas, avenidas, praças e edifícios públicos espalhados pelo país.
O Palácio Nereu Ramos
O Palácio Nereu Ramos, integrante do complexo do Congresso Nacional em Brasília, representa uma das mais expressivas homenagens da República a um dos grandes nomes da política brasileira: Nereu de Oliveira Ramos. Em reconhecimento pelo relevantes serviços prestados à nação, os congressistas perpetuaram para sempre o nome deste lageano que soube honrar sua terra e seu país
Praça João Costa
Lages homenageou seu filho mais ilustre com uma estátua inaugurada em 4 de setembro de 1957, na Praça João Costa, centro da cidade. O monumento retrata o Presidente da República Nereu de Oliveira Ramos e foi esculpido pelo artista lageano Agostinho Malinverni Filho, um dos maiores nomes das artes plásticas de Santa Catarina.
Rua Presidente Nereu Ramos
A memória do lageano Nereu Ramos também é preservada em nossa cidade, com a atribuição de seu nome a uma das principais vias urbanas, em substituição à antiga denominação Rua XV de Novembro.
As reverências ao Presidente Nereu Ramos extrapolam as fronteiras de Santa Catarina e se propagam por todo o Brasil. Mais de 184 ruas, avenidas e praças em todo o país exibem seu nome, além de escolas, hospitais e municípios que imortalizaram sua memória — legado silencioso, porém expressivo, do reconhecimento nacional por uma vida inteiramente voltada ao serviço público e à consolidação da democracia brasileira.
Legado
Nereu Ramos integra o seleto grupo de líderes que ajudaram a moldar os rumos do Brasil em momentos decisivos de sua história. Filho de Lages, trilhou uma trajetória excepcional, ocupando os mais altos cargos da República — uma carreira pautada pela defesa das instituições, pelo diálogo político e pelo compromisso inabalável com a estabilidade nacional.
Para Santa Catarina, representa um dos maiores exemplos de liderança pública já registrados em sua história. Para Lages, é motivo de orgulho e inspiração permanentes: o filho da cidade que alcançou o mais alto posto da República, deixando uma marca indelével na memória e na história do Brasil.
7. Celso Ramos
31/01/1961 a 31/01/1966
Governador eleito em sufrágio universal
“Planejar o futuro é a forma mais inteligente de governar.”
Formação e Juventude
Celso Ramos nasceu em 18 de dezembro de 1897, em Lages (SC), filho do ex-governador Vidal José de Oliveira Ramos e de Thereza Fiúza Ramos. Faleceu em 1º de abril de 1996, em Florianópolis, aos 98 anos de idade.
Pertencia a uma das famílias mais influentes da história política catarinense. Teve treze irmãos: Nereu, Joaquim, Mauro, Hugo, Acácio, Vidal Júnior, Nilo, Jonas, Raquel, Maria Júlia, Ruth, Olga e Daura.Realizou os estudos primários no Colégio São José e o ensino secundário no Colégio Catarinense, ambos em Florianópolis. Ingressou no curso de Engenharia, mas precisou interrompê-lo por motivos de saúde.
Apaixonado pelo esporte, destacou-se no futebol desde a juventude. Jogou pelo Colégio Catarinense, atuou no Flamengo do Rio de Janeiro e presidiu o Avaí Futebol Clube entre 1941 e 1946.
Família e Legado Político
Celso Ramos era irmão de Nereu Ramos, único catarinense a exercer a Presidência da República. Casou-se, aos 25 anos, com Edith Müller de Albuquerque Gama, com quem teve seis filhos: Doris, Celso Filho, Newton, Tereza, Wilma e Maria Helena.
Além de presidir o Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina, viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória pessoal em 1958, quando perdeu o irmão Nereu Ramos no trágico desastre aéreo de Curitiba. No mesmo acidente faleceram também o governador Jorge Lacerda e o deputado federal Leoberto Leal.
Início da Trajetória
Após concluir seus estudos, retornou a Lages, onde se dedicou à pecuária na região da Coxilha Rica. Nesse período, exerceu também o cargo de vice-prefeito do município.
Posteriormente, mudou-se para Florianópolis, ampliando sua atuação nos setores comercial e industrial, onde consolidou sua reputação como empresário e líder institucional.
Atuação Empresarial e Institucional
Celso Ramos desempenhou papel decisivo na organização e fortalecimento da indústria catarinense.
Liderou o movimento que resultou na criação da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), instituição da qual foi presidente por quatro mandatos consecutivos.
Também participou da implantação do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em Santa Catarina. Essas instituições contribuíram para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e para a qualificação da mão de obra, fortalecendo o desenvolvimento industrial do estado.
No SENAI, atuou como fundador e presidente do Conselho Regional, incentivando a formação profissional e a modernização tecnológica do setor produtivo catarinense.
Vida Política
Participou da fundação do Partido Social Democrático (PSD), acompanhando de perto a trajetória política de seu irmão Nereu Ramos.
Em 1959, integrou uma delegação brasileira em conferência internacional do trabalho ao lado de João Goulart. Antes mesmo de assumir o governo estadual, já demonstrava interesse pelo desenvolvimento educacional de Santa Catarina, apoiando iniciativas ligadas à Fundação Vidal Ramos e à expansão do ensino superior.
Governo de Santa Catarina (1961–1966)
Celso Ramos foi o 27º governador de Santa Catarina, exercendo o mandato de 31 de janeiro de 1961 a 31 de janeiro de 1966. Sucedeu Heriberto Hülse e foi sucedido por Ivo Silveira.
Ao assumir o governo, lançou um desafio que marcaria sua administração: “pensar alto e pensar grande”.
Sua gestão tornou-se referência nacional pelo planejamento estratégico e pela execução de políticas públicas estruturantes. O principal instrumento desse processo foi o Plano de Metas do Governo (PLAMEG), elaborado a partir dos históricos Seminários Socioeconômicos realizados em diversas regiões do estado.
Esses encontros produziram o mais amplo diagnóstico já realizado sobre a realidade catarinense, identificando carências e oportunidades nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Com apoio técnico da Confederação Nacional da Indústria (CNI), coordenação intelectual do economista Alcides Abreu e execução administrativa liderada pelo engenheiro Annes Gualberto, o PLAMEG tornou-se o principal instrumento de modernização do Estado, destinando cerca de 35% do orçamento estadual para investimentos planejados.
O programa é considerado por muitos estudiosos como o maior divisor de águas da administração pública catarinense.
Infraestrutura e Energia
A gestão promoveu ampla expansão da malha rodoviária estadual, com abertura e pavimentação de estradas estratégicas, construção de pontes, acessos urbanos e ligações intermunicipais.
Também fortaleceu a integração entre o litoral, o Planalto Serrano e o Oeste catarinense.
No setor energético, ampliou significativamente a geração e distribuição de energia elétrica, consolidando a CELESC como empresa estratégica para o desenvolvimento estadual e expandindo a eletrificação para áreas urbanas, rurais e industriais.
Criou ainda a Secretaria do Oeste, fortalecendo a presença do governo naquela região e contribuindo para neutralizar o movimento que defendia a criação do Estado do Iguaçu.
Educação e Ensino Superior
A educação recebeu investimentos sem precedentes.
Foram construídas e ampliadas escolas em todas as regiões do estado, fortalecendo o ensino público e técnico.
Durante sua administração foi criada a Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (UDESC), além da Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG), em 1964, e da Faculdade de Educação, em 1965.
Essas iniciativas ampliaram a formação de professores e contribuíram para a interiorização e qualificação do ensino superior catarinense.
Desenvolvimento Econômico
O governo criou o Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), ampliando o acesso ao crédito em todas as regiões.
Também instituiu a Caixa Econômica Estadual e o Fundo de Desenvolvimento do Estado (FUNDESC), destinados ao financiamento da atividade produtiva e à expansão industrial.
Sua administração apoiou fortemente os setores têxtil, cerâmico, madeireiro e agroindustrial, impulsionando o crescimento econômico e a diversificação produtiva de Santa Catarina.
Agricultura e Meio Rural
No campo, promoveu a expansão da assistência técnica por meio de 47 escritórios regionais da ACARESC.
Reestruturou a Secretaria da Agricultura, fortaleceu programas voltados à produção rural e criou órgãos relacionados à reforma agrária, à pesca e à proteção dos recursos naturais.
Essas medidas contribuíram para o aumento da produtividade e para a melhoria das condições de vida no meio rural.
Saúde e Políticas Sociais
A administração ampliou e modernizou hospitais regionais, fortaleceu a rede de saúde pública e criou o Departamento de Engenharia Sanitária.
Destacou-se também a construção do Hospital dos Servidores Públicos, posteriormente denominado Hospital Governador Celso Ramos.
Houve ainda investimentos em saneamento básico, habitação e políticas voltadas ao trabalho e à assistência social.
Planejamento e Gestão
Uma das maiores contribuições de Celso Ramos foi a institucionalização do planejamento governamental.
Os Seminários Socioeconômicos transformaram-se em instrumentos permanentes de diálogo entre governo e sociedade, permitindo que as políticas públicas fossem definidas com base em diagnósticos técnicos, metas claras, cronogramas e fontes de financiamento previamente estabelecidas.
Pela primeira vez na história catarinense, o Estado passou a adotar um modelo integrado de planejamento e gestão.
Para muitos historiadores, foi durante esse período que Santa Catarina deixou para trás a administração improvisada, consolidou sua integração regional, profissionalizou o serviço público e lançou as bases do desenvolvimento industrial que marcaria as décadas seguintes.
O economista Alcides Abreu sintetizou esse legado ao afirmar:
“Quase tudo o que vemos de significativo hoje em Santa Catarina foi feito ou iniciado naquela época.”
Atuação Posterior
Após concluir o mandato, Celso Ramos retornou à presidência da FIESC.
Com a extinção dos partidos políticos pelo regime militar, filiou-se à ARENA e disputou uma vaga ao Senado Federal.
Foi eleito com 380.245 votos, correspondentes a aproximadamente 57% dos votos válidos, alcançando uma das mais expressivas vitórias senatoriais da história de Santa Catarina.
Pessoas que o Governo Celso Ramos Projetou
O governo Celso Ramos formou uma geração de líderes, técnicos e empresários que posteriormente exerceriam papel relevante no desenvolvimento catarinense.
Entre eles destacou-se Fernando Marcondes de Mattos. Iniciou sua trajetória como datilógrafo do SENAI-SC, participou dos Seminários Socioeconômicos, formou-se em Direito em 1961 e passou a colaborar diretamente com o governo estadual.
Posteriormente, especializou-se em economia por meio de curso promovido pela CEPAL e pela ONU, atuou no BESC e integrou missões oficiais no exterior.
Mais tarde fundou a Inplac e criou o complexo turístico Costão do Santinho, reconhecido internacionalmente como um dos maiores empreendimentos turísticos do Brasil. Sempre atribuiu parte de seu sucesso à influência de Alcides Abreu e de Celso Ramos.
Reconhecimento e Homenagens
O nome de Celso Ramos permanece presente em todas as regiões catarinenses.
Dois municípios prestam homenagem ao ex-governador: Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, e Celso Ramos, no Meio-Oeste catarinense.
Na capital, seu nome identifica uma das principais praças da Avenida Beira-Mar Norte e o maior hospital público do estado, o Hospital Governador Celso Ramos.
Diversas escolas, ruas, avenidas e prédios públicos também perpetuam sua memória.
Legado
Celso Ramos foi um dos maiores estadistas da história de Santa Catarina. Soube unir a experiência empresarial, a capacidade de planejamento e a visão de futuro para promover uma profunda transformação administrativa, econômica e social.
Seu governo consolidou as bases da infraestrutura moderna, fortaleceu a educação, impulsionou a industrialização e introduziu uma cultura de planejamento que influenciaria as administrações seguintes.
Mais do que realizar obras, construiu um modelo de desenvolvimento que ajudou a moldar o Santa Catarina contemporâneo.
Celso Ramos: o governador que transformou planejamento em desenvolvimento e modernização em legado permanente.
8. João Raimundo Colombo
01/01/2011 a 31/12/2014
Governador eleito em sufrágio universal
01/01/2015 a 05/04/2018
Governador eleito em sufrágio universal
“Governar é construir continuidade sem perder a capacidade de inovar.”
Conclusão
Ao encerrar este trabalho, reafirmo uma convicção que se fortaleceu a cada página lida, pesquisada e escrita: Lages é uma cidade que ajudou a construir capítulos decisivos da história de Santa Catarina e do Brasil.
Foi desta terra serrana que partiram homens públicos que governaram municípios, dirigiram o Estado e alcançaram os mais elevados postos da República. Isso não ocorreu por acaso. Acredito que Lages sempre cultivou uma cultura política singular, moldada pelo rigor do clima, pela força do trabalho, pelo espírito empreendedor de sua gente e pelo profundo senso de responsabilidade cívica que caracteriza seu povo.
Ao revisitar essas trajetórias — de Felipe Schmidt a Raimundo Colombo, passando por Vidal Ramos, Nereu Ramos, Celso Ramos e tantos outros nomes que marcaram a vida pública catarinense — percebo a existência de um fio condutor que atravessa gerações: o compromisso com o desenvolvimento, a capacidade de liderança, a visão de futuro e a disposição de pensar Santa Catarina para além das demandas imediatas de seu tempo. Cada um, à sua maneira e dentro das circunstâncias históricas que enfrentou, deixou contribuições que continuam presentes no cotidiano da população.
Conhecer essa trajetória vai muito além de um simples exercício de memória. Para mim, significa compreender que o futuro é construído sobre os alicerces deixados pelas gerações anteriores. Significa reconhecer que uma cidade serrana, distante dos grandes centros políticos e econômicos do país, foi capaz de formar lideranças que contribuíram significativamente para os destinos de Santa Catarina e do Brasil.
Lages não contribuiu apenas com riquezas materiais, com a madeira, a pecuária ou os tributos que fortaleceram o Estado.
Contribuiu com ideias.
Contribuiu com líderes.
Contribuiu com visão de futuro.
Considero importante esclarecer, com absoluta transparência, a natureza deste trabalho. Ele foi elaborado inteiramente desprovido de vínculos, preferências, interesses ou paixões político-partidárias. Não me movi por simpatias ideológicas, posicionamentos eleitorais ou relações pessoais. Meu propósito foi exclusivamente histórico e documental: registrar, preservar e destacar os aspectos positivos das administrações municipais, estaduais e federais analisadas, reconhecendo nelas o esforço humano voltado à promoção do bem coletivo.
Tenho plena consciência de que o ser humano não é perfeito em nenhuma de suas atividades. A administração pública, não apenas no Brasil, mas em praticamente todas as sociedades e períodos históricos, esteve e continua sujeita a falhas, desvios de conduta, atos de corrupção, favorecimentos e privilégios indevidos. Essa realidade não pertence a um partido, a uma região ou a uma época específica; trata-se de um desafio permanente da condição humana, que exige instituições sólidas, mecanismos de controle, participação cidadã e permanente aperfeiçoamento da democracia.
Por essa razão, optei conscientemente por não concentrar este trabalho nos erros, nas controvérsias ou nas sombras que inevitavelmente acompanham qualquer trajetória pública. Não o fiz por ingenuidade, omissão ou desconhecimento, mas por entender que resgatar aquilo que foi construído em benefício da sociedade — as estradas, as escolas, os hospitais, as leis, as reformas administrativas, os programas de desenvolvimento e os modelos de gestão — também constitui uma forma legítima, necessária e relevante de fazer história.
Concluo este trabalho com profundo sentimento de gratidão: gratidão pela história que encontrei, pelas vidas que pesquisei, pelos exemplos que conheci e pela oportunidade de revisitar páginas tão importantes da nossa trajetória coletiva.
Levo comigo a certeza de que registrar o bem que foi realizado é, em si mesmo, um ato de respeito às gerações que nos antecederam e uma manifestação de esperança para aquelas que ainda virão.
Walmor Tadeu Schweitzer
Professor de Administração Pública
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Fontes
CABRAL, Oswaldo Rodrigues. História de Santa Catarina. Florianópolis: Editora Lunardelli.
PIAZZA, Walter Fernando. Santa Catarina: sua história. Florianópolis: Editora da UFSC.
GOULARTI FILHO, Alcides. Formação Econômica de Santa Catarina. Florianópolis: Editora da UFSC.
SANTA CATARINA. Governo do Estado. PLAMEG – Plano de Metas do Governo (1961–1965). Florianópolis.
RAMOS, Nereu. Discursos, pronunciamentos e registros parlamentares. Brasília: Arquivos do Congresso Nacional.
FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. Memória da Industrialização Catarinense. Florianópolis.
Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC). Acervo histórico e publicações institucionais.
Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC). Perfis e Memória Política Catarinense.
Fundação Catarinense de Cultura. Personalidades Catarinenses.
IBGE. Síntese Histórica e Econômica de Santa Catarina.
Diário Catarinense, Governadores de Santa Catarina 1739/1993, Florianópolis, Editora DC, 1993. p. 33-34
Nota Técnica
Considerando o amplo recorte temporal desta pesquisa — é possível que ocorram eventuais imprecisões, inconsistências ou omissões de natureza histórica.
Uma vez identificadas, tais ocorrências serão objeto de revisão criteriosa e atualização permanente, com o compromisso de assegurar a fidelidade histórica, a integridade das informações e o valor documental deste acervo.
















Marcia
Postado em 15:22h, 24 maioParabéns amor! Cada vez melhor seus textos. Lageano raiz.
Pio - Walmor
Postado em 20:16h, 24 julhoObrigado querida, você tem sido uma fonte de estímulos.
Celio
Postado em 02:46h, 25 maioExcelente artigo. Uma ampla revisão dos líderes que aqui nasceram e que promoveram melhorias sociais e econômicas para Santa Catarina e ao Brasil, graças a uma visão generosa que possuíam para a sociedade. Obrigado.
Pio - Walmor
Postado em 20:15h, 24 julhoObrigado pelos comentários Célio. Precisamos resgatar a nossa tão rica história.
Waldemar da Silva Madureira
Postado em 23:19h, 26 maioAo ler este artigo condigno autor, me enche o peito de satisfação e glória de ser um lageano nato, longe de mim comparar com as ilustres figuras que brilhantemente foram elencadas, mas lembrar que já fomos um município extremamente cortejado pelos demais neste rico estado, e, principalmente nas atuais conjunturas me entristecem, pois ficamos atrelados a um passado glorioso mas num futuro nem tanto. O crescimento estampado nos períodos em que estas figuras desfraldaram politicamente em nosso estado e até na Federação, alhures já se foram e passamos a uma terra acéfala em termos políticos educacionais sem a menor estratégia, simplesmente em uma disputa de quem mais aparece, mas não resolve. Não vislumbro uma imediata alteração neste status-quo o qual pertencemos atualmente, pois ainda não nasceu o espirito aguerrido e apaixonado por nossa terra. Quiçá os brilhantes possam renascer das cinzas como a fênix para nos salvar.
Pio - Walmor
Postado em 20:13h, 24 julhoImportante e reflexivo comentários Madureira. Comungamos com os mesmos ideais e amor a Lages, chão da terra da gente.